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Coluna do Prisco

COLUNA DO PRISCO

Fim de um ciclo

Gelson Merísio está completando uma etapa importante na sua trajetória pessoal. Nenhum outro presidente da Assembleia permaneceu cinco anos no cargo. Além da longevidade, ele deixou um legado importante, marcado por articulações políticas muito bem sucedidas. Fecha com o encaminhamento da chapa Sílvio Dreveck-Aldo Schneider para sucedê-lo. Importante frisar que um é do PP e o outro do PMDB, arquinimigos históricos em Santa Catarina.

Gestor

Gelson Merísio aprovou projetos importantes, como o aumento de 15% no piso para os gastos na Saúde; a criação do Fundo de Apoio aos Hospitais Filantrópicos e enfrentou reações internas quando instituiu o ponto eletrônico, reduziu os gastos com diárias e cortou em 50% o número de servidores efetivos, sem comprometer o funcionamento da máquina.

Cultural

A Merísio também deve ser creditada a prática, já consagrada, de devolução de recursos do Legislativo ao Executivo. Nestes cinco anos, o Parlamento devolveu R$ 306milhões ao governo do Estado.Nofim doanopassado,eleabriumãode17%dos recursos da Alesc para resolver o imbróglio da utilização de valores milionários pelo governo de recursos que, em tese, deveriam ser distribuído entre demais Poderes etambém aos295municípios.

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Acordo

O ainda presidente Merisio também foi protagonista do acordo, que virou lei aprovada na própria Assembleia, legalizando o repasse aos município se Poderes em parcelas. Resumindo: ele teve um protagonismo no contexto da política Barriga-Verde. A partir desta travessia, Gelson Merísio está se credenciando para a disputa sucessória estadual do próximo ano.

O retorno

Deixando a presidência da Alesc, Merísio vai reassumir a presidência estadual do PSD e também a Escola do Legislativo, movimento que, aliás, é praxe entre ex-presidentes. À frente do partido, Merísio terá a colaboração direta do exsenador Geraldo Althoff, que deixou o Colegiado de Raimundo Colombo para dedicar-se de corpo e alma ao projeto partidário.

Polarização do debate

Com o retorno de Gelson Merísio à presidência do PSD catarinense e a ascensão de Silvio Dreveck (PP) ao comando da Assembleia,está formado o cenário para a polarização do debate político em Santa Catarina, unindo essas duas forças em contraponto ao PMDB. Uma reedição do passado.

PSD e PP têm as mesmas origens e rivalizavam com o MDB nos tempos de Arena. É evidente as duas siglas estarão juntas em 2018. Explica-se: mesmo com toda sua história política e liderança, o exgovernador Esperidião Amin não terá mais argumentos para defender novo projeto solo em 2018. Os progressistas ficaram 15 anos fora do governo após duas candidaturas do próprio Esperidião e uma da mulher, a ex-prefeita Angela Amin. Sem sucesso nas três tentativas (2002, 2006 e 2010).

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Não foi por acaso, ainda, que o PSD praticou o gesto na Capital, indicando o vice de Angela após Cesar Junior desistir da reeleição. Faltaram pouco mais de mil votos para a vitória, sinal de que os pessedistas pegaram junto contra uma coligação de 15 partidos. Daqui em diante, será PSD e PP contra PMDB no debate político do Estado.

Baralho acertado

Tudo certo para a nova composição da Assembleia Legislativa. Para fechar a unanimidade em torno de a Silvio Dreveck (PP) e Aldo Schneider (PMDB), a última aresta foi aparada nesta terça-feira. O deputado Marcos Vieira vai ser mantido na presidência da Comissão de Finanças e outro tucano, Mário Marcondes, também fica na Mesa Diretora(hoje é quarto secretário). Vieira acabou aceitando a composição para não ficar falando sozinho, inclusive dentro da própria bancada estadual do PSDB, partido que ele preside no Estado.

39

Desta vez não vai dar 40 votos. É que o líder do PSDB, Serafim Venzon, está em viagem à Espanha. Só retorna ao Estado depois da eleição.

Pavan volta

Outro componente neste baralho: Leonel Pavan será exonerado da Secretaria de Estado do Turismo, Esporte e Cultura exclusivamente para retornar à Alesc e votar. Sinal de que não há confiança no posicionamento do suplente Nilson Gonçalves. O também tucano Vicente Caropreso segue à frente da Saúde, uma pasta mais complexa e delicada.

Protagonismo

Ainda no velório do ex-ministro do STF, Teori Zavascki, no sábado (21), o presidente do Conselho Federal da OAB, Claudio Lamachia, defendeu a tese de que a presidente da Suprema Corte, Cármen Lúcia, deveria homologar os acordo sde delação premiada firmados por executivos e ex-executivos da Odebrecht. O advogado estava deveras preocupado como futuro das investigações e,comose viu neste começo de semana, levantou a tese, em primeiríssima mão, que foi adotada pela presidente do Supremo.

Protagonismo 2

No domingo (22), um dia após o sepultamento de Teori, Lamachia assinou nota pública argumentando em favor deste encaminhamento. Bela emplacada da OAB nacional, que tem entre seus conselheiros o catarinense Tullo Cavallazzi Filho, ex-presidente da seccional estadual da Ordem. Tullo tem excelente relação com o presidente nacional.

Dado presidente

O conselheiro Dado Cherem assume nesta quarta-feira a presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Adircélio de Moraes será reconduzido à vice-presidência e Wilson Wan-Dall assumirá a corregedoria da corte de contas.

Com informações de Coluna do Prisco (Associação dos Jornais do Interior de SC). Texto revisado pela redação.

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