COLUNA DO PRISCO
Knaesel detido
Figura conhecidíssima nos meios políticos, o ex-deputado estadual de cinco mandatos e ex-secretário de Cultura, Esporte e Turismo de Santa Catarina, Gilmar Knaesel, encontra-se preso. Foi detido em Florianópolis no m da tarde desta segunda-feira, e encaminhado à sede da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic).
O tucano é suspeito de desvio de verbas justamente na fase em que atuou no Executivo, na poderosa secretaria. Esteve ali durante quase toda a era Luiz Henrique da Silveira.
Em março, o Tribunal de Contas de Santa Catarina condenou Knaesel a devolver quase R$ 200 mil aos cofres públicos. Ele segue detido e as investigações também prosseguem.
Curiosamente, Gilmar Knaesel tem base política em Pomerode, mesma cidade de onde surgiu João Pizzolatti, até aqui o catarinense mais encrencado na Lava Jato. Gilmar Knaesel também presidiu a Assembleia e chegou a ser cotado para disputar o Senado em 2006, quando Raimundo Colombo acabou ungido por LHS.
Hoje é o primeiro vice-presidente do PSDB catarinense!
Bola murcha
A Deic apelidou de Bola Murcha, uma alusão ao segmento esportivo da pasta, a operação que levou à prisão de Gilmar Knaesel. Os policiais estimam que os desvios de recursos públicos, mediante repasses a ONG's fraudulentas, passaram de R$ 550 mil.
Cabeça de burro
Aliás, há quem diga que o setor público desta secretaria tem potencial para arrastar outras “reputações” para atrás das grades.
Antes tarde
A prisão do ex-deputado, ex-presidente da Assembleia e ex-secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Gilmar Knaesel, embora bastante tardia, é reveladora. No sentido de que parece que a Lava Jato fez escola. Prisão de políticos e guras inuentes já virou rotina na cena nacional, mas em Santa Catarina, ainda é coisa rara. Na última década, ocorreu com o ex-deputado federal Nelson Goetten, acusadodeabusodemenor.Talvezumou outrocasodemenorrepercussão.Esó.
Sob esta ótica, é bom os políticos da província também colocarem as barbas de molho. Para começar, a operação que culminou na detenção de Knaesel não é da Polícia Federal. É da nossa brava Polícia Civil, com o apoio do Ministério Público Estadual.
Ou seja, nada tem a ver com a Lava Jato. Os fatos investigados remetem ao governo de Luiz Henrique da Silveira (2003-2010), que inclusive já faleceu. Foi na era LHS que o ex-deputado tucano comandou a poderosa pasta, também conhecida por SOL.
Ideli na berlinda
OcatarinenseTeoriZavascki,ministro do STF, mandou para a jurisdição de Sérgio Moro uma série de procedimentos envolvendo guras carimbadas que já compuseramacúpuladogovernofederal nas eras Lula da Silva e Dilma Rousseff. Representando Santa Catarina, aparece na lista Ideli Salvatti, hoje confortavelmente assentada na OEA. O nome dela surgiu em citação do delator e expetrogatuno Nestor Cerveró.
Na proa
Mas o nome principal da lista encaminhada por Zavascki a Moro é o de Lula da Silva, embora, muito estranhamente, o magistrado tenha tentado descriminalizar o líder vermelho.
Tucanos mobilizados
“Como as eleições serão mais curtas, e a lei eleitoral mudou bastante, temos que estar preparados, organizados e motivados e é exatamente isso que estamos fazendo e vamos fazer em todo o Estado”, disse o presidente do PSDB-SC, deputado MarcosVieira,durantecaravananoOeste.
Absurdo
A farra do aumento concedido aos servidores federais, cuja existência e retorno à sociedade é bastante questionável, vai custar quase R$ 68 bilhões aos cofres públicos.
Prefácio ilustre
Advogado renomado e ex-secretário de várias pastas na Capital, Júlio César Marcellino lançou sua nova obra “Análise Econômica do Acesso à Justiça”. O prefácio foi assinado pelo ministro Teori Zavascki. O evento foi concorridíssimo e contou com aproximadamente 300 pessoas.
Cara e coragem
São para lá de sombrias as projeções para candidatos do PT e do PCdoB que vão disputar o pleito municipal deste ano em Santa Catarina.
Diferença
O PMDB também tem muita gente enrolada até o pescoço na Lava Jato. E se Michel Temer não melhorar sua própria imagem e a do partido até setembro, o Manda Brasa também corre o risco de sofrerbemmaisnasurnas.
Saúde um caos
O deputado estadual Milton Hobus (PSD) lembrou durante pronunciamento que a maioria dos catarinenses que precisa de cirurgia cardíaca tem que se deslocar até o Estado vizinho do Paraná para realizar o procedimento.“Isso ocorre por falta de um serviço de excelência para a saúde pública”, criticou.
Falta de vagas
Hobus destacou ainda que muitos municípios tentam superar a crise da falta de vagas nos hospitais e a demora no atendimento do Sistema Único da Saúde – SUS -, com abertura de hospitais municipais. “Não dá para cada município resolver o problema, já que não há dinheiro pra isso”.






