COLUNA DO PRISCO
Passando o bastão
Está claro que o componente da gratidão pesa no raciocínio de Colombo, que tem tudo para entregar o último ano de governo a Eduardo Pinho Moreira. Neste contexto, ele concorria ao Senado com a administração estadual alinhada à chapa. Casocontrário,ocenáriomudaradicalmente,poisseoPSDnãoestivercomoPMDB, a candidatura ao Senado do governador ca praticamente inviabilizada, pois ele não teria como entregar o Estado nas mãos daqueles que seriam adversários logo em seguida.
Previdência complementar
O governo encaminha à Assembleia até amanhã o projeto de previdência complementar que visa a equilibrar a conta previdenciária de Santa Catarina no longo prazo. Como o PMDB tem 11 votos na Casa, a motivação de Raimundo Colombo, de manter-se aliado ao partido, também é uma demonstração de pragmatismo político. Se ele renunciar em 2018, ainda terá mais dois anos e alguns meses de mandato e o apoio da bancada peemedebista no Legislativo é fundamental para a governabilidade.
Tiro no pé?
Nosúltimospleitos,desdeainstituiçãodareeleição,oscandidatosqueestãono poder e tentam novo mandato comumente levam vantagem e atingem o objetivo. Eles largam na frente, com a máquina na mão, estrutura e obras para mostrar. O detalhe é que, no contexto atual, a expectativa é de muita dificuldade para quem tentar a reeleição.
AgratidãodeColomboaoPMDB
Na vida pública desde o nal dos anos 1970, Raimundo Colombo começou a caminhada pelas mãos do então governador Jorge Konder Bornhausen. Na sequência, foi aliado de EsperidiãoAmin(emseusdoisgovernos)eVilsonKleinübing.
Aminencerrousuaúltimagestãoestadualem2002.Durantetodoesteperíodo,Colombo foi leal aos líderes maiores, cada um em sua época. Mas jamais teve espaço majoritário. Tal janela só foi aberta pelo falecido Luiz Henrique da Silveira, em 2006, quando o líder lageano conquistouumacadeiranoSenadoparadepoissereleitoereeleitogovernadordoEstado.
Ressalte-se que, desde 1982, o PMDB só não lançou candidato ao governo justamente em2010e2014,quandoabriumãoparaapoiaroatualmandatário.
Levando-se em consideração que uma das marcas políticas de Raimundo Colombo é a gratidão, não ca difícil entender porque o governador deseja estar com o PMDB novamente em 2018. Só que com o Manda Brasa na cabeça de chapa. Fecharia um ciclo, não apenas no sistema de rodízio entre PMDB e PSD, mas também no contexto da gratidão após ele ter vencidotrêseleiçõesmajoritáriascomoapoiopeemedebista.
Penúria
As crises econômica, políticaemoralestãolevandoasprefeiturasàpenúria(exceçãofeita a quem pegou o bonde andando, ou seja, entrou esse ano no paço). Pela primeira vez, a possibilidade de reeleição aos que já estão no poder pode ser um cabo eleitoral do prejuízo.
Buraqueira
O prefeito de Piratuba, Claudirlei Dorini, o vice Mauri Lenhardt, o deputado Romildo Titon, cinco vereadores, empresários e representantes da rede hoteleira de Piratuba, além do ex-prefeito Augusto Alexandre Buselato, rumaram em comitiva para Florianópolis na semana passada. Foram recebidos pelo governador e zeram um apelo pela reforma da SC-135, que liga a cidade balneária aoRioGrandedoSulpelaUsinadeMachadinho.Aviaque saideCapinzaléumaburaqueirasó.
Com informações da Coluna do Prisco (Associação dos Jornais do Interior de SC). Texto revisado pela redação.






