Ciro e o PSB
O PSB nacional está muito próximo de fechar apoio a Ciro Gomes, o presidenciável do PDT.
Se acertarem os ponteiros com os pedetistas, os pessebistas podem levar junto o DEM e o PP, clareando um pouco o cenário nacional, com reflexos diretos nos Estados.
Em última análise, enquanto o cearense do PDT se articula, o PT continua insistindo com Lula da Silva. A cúpula vermelha já anunciou que haverá atos políticos pela soltura do ex-presidente condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.Onzemilitantes canhotos, o mesmo número de ministros do STF, farão greve de fome. O partido também organiza um abaixo-assinado a ser entregue junto com o pedido de registro da candidatura lulista.
Issotudoéinócuo,factoidespara fazer barulho.
Ao fim e ao cabo, a tendência é que os petistas descarreguem votos em Ciro Gomes que, se conquistar o apoio de PSB, PP e DEM, encaminha seu passaporte para o segundo turno.
Aliás, conforme já registrado neste espaço, essa é a projeção que faz o ex-governador Esperidião Amin.
Isolamento
Toda essa movimentação praticamente inviabiliza a candidatura de Geraldo Alckmin, do PSDB.
Senão, vejamos. O ex-governador paulista está atrás de Jair Bolsonaro nas pesquisas em seu próprio Estado, o maior colégio eleitoral do país. Em São Paulo, o governador Márcio França, do PSB, não estaria com ele a partir do provável apoio de seu partido a Ciro Gomes. E no Sul, Alckmin perde para Alvaro Dias, do Podemos.Ouseja,o tucano está quase pela bola oito (que no jogo de sinuca é a última e decisiva). Daí, cabe especular: será que o PSDB, ali adiante, apoiará Dias para viabilizar uma candidatura de centro? A conferir.
Desdobramentos
Toda essa articulação de Ciro Gomes em torno do PSB, podendo agregar, ainda, PP e DEM, mexe também com Santa Catarina. A seção Barriga-Verde do PSB está com Gelson Merisio. Foi o primeiro partido a anunciar apoio ao pessedista. O PDT, de Maneca Dias e Rodrigo Minotto, também já declarou publicamente que está no projeto de Merisio. Se houver o entendimento nacional, considerandose o quadro estadual, os acordos podem acabar estimulando que o PP e o DEM de Santa Catarina também fechem com pré-candidato ao governo pelo PSD.
Blumenau
Enquanto Joinville e Criciúma estão sem nomes nas principais majoritárias que se desenham, Blumenau conta com três representantes. Seus três últimos prefeitos reeleitos, Décio Lima (PT), João Paulo Kleinübing(DEM)e Napoleão Bernardes(PSDB),estãonopáreo.Opetista já avisou que disputará na cabeça. JPK tem colocado sua candidatura a governador, mas pode compor de vice ou disputando o Senado, assim como o próprio Napoleão.
Pavan voltando
Depois de divulgar, no inicio da semana, um vídeo em suas redes sociais agradecendo a todos os envolvidos com sua recuperação em função de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico, sofrido em 14 de maio, o deputado estadual Leonel Pavan (PSDB) também já vem conversando gradativamente sobre política e atualidades com autoridades e lideranças que tem recebido em sua residência.
Articulação
Esta semana, o deputado recebeu as visitas de Raimundo Colombo, pré-candidato ao Senado pelo PSD, e Paulo Bauer, tucano como ele, senador e précandidato ao governo. Os dois foram juntos visitar Pavan, que também recebeu, em outro momento, o senador Dalirio Beber, também do PSDB.
Evidentemente que as costuras para o pleito deste ano permearam as conversas.
Geografia pré-eleitoral
A visita do prefeito de Joinville, Udo Döhler, do MDB, ao colega de Criciúma, Clésio Salvaro, do PSDB, esta semana, emitiu vários sinais.
Primeiro aspecto. Os dois eram nomes com musculatura suficiente para a disputa majoritária deste ano. Ficaram de fora.
Não foram estimulados dentro de seus respectivos partidos.
Udo porque tinha, até março, a concorrência de Mauro Mariani e
Eduardo Moreira; e Clésio por ver dentro do PSDB uma profusão de nomes.
Udo e Clésio trocaram experiências administrativas, mas há, ainda, outro ponto convergente entre eles. Udo administra Joinville, que está fora, até segunda ordem, das principais cabeças de chapa se nomes colocados ao Senado nesta pré-campanha. Luiz
Henrique da Silveira morreu em
2015 e Udo não disputará. Paulo
Bauer é de Jaraguá do Sul e Mauro Mariani, de Rio Negrinho. Os dois têm penetração e votam no maior colégio eleitoral de Santa
Catarina, mas não tem origem na cidade do Norte.
Criciúma também está fora do páreo sucessório estadual depois da desistência do governador Eduardo Pinho Moreira. E do impedimento do próprio Clésio
Salvaro, que não renunciou à prefeitura.
Com informações de Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina (Adjori SC). Texto revisado pela redação.







