Chega de benesses
De tempos em tempos abordamos o tema e nos posicionamos quanto ao que é público e o que é privado. O motivo é simples, as ações de nossos administradores públicos nas mais diversas esferas tornam esta análise confusa,deixandotransparecerquenãoexiste diferença. Quando aparece alguém que separa corretamente suas ações, administrando com coerência e honestidade, começam as campanhas “sou contra” daqueles que não conseguiram os favorecimentos solicitados.
Mas, vamos lá mais uma vez esclarecer e nos posicionarmos para que cada vez mais as pessoas de bem pensem sobre o assunto e para que com isso consigamos uma sociedade mais justa e igualitária.
Na iniciativa privada a busca pela maximização do prazer, das realizações e minimização dos erros é aceitável e observável.
Buscamos atingir nossos propósitos com recursos próprios aceitando os benefícios e prejuízos, individuais, que eventualmente aconteçam.
Jánaadministraçãopúblicaoobjetivoéo de alcançar o interesse social. Para tanto, precisamos administrar os recursos oriundos de toda a sociedade com responsabilidade, pois os benefícios e os prejuízos dessas ações serãocompartilhadosportodaasociedade.
O agente público trabalha com recurso alheio e com a nalidade de atender objetivos alheios. Sendo que nos é imposto a contribuir com a atividade do estado, precisamos que este agente gerencie da melhor maneira possível os recursos que lhes forem conados.
Essa tarefa não deveria ser das mais difíceis, tendo em vista que o mesmo agente público também é alvo dos resultados das ações públicas.
Mas,infelizmenteoquevemoséquepara a maioria dos indivíduos, os recursos públicos pertencem a ninguém. Mesmo que existam leis que punam diante da ausência de correta atitude, os agentes não possuem esta preocupação, pois estão diante de uma fonte inesgotável de recursos.
Aestruturaadministrativaéutilizadapara ns particulares e pessoais de políticos e de seus amigos e ou eleitores. Máquinas das secretarias de obras realizam serviços particularessemnenhumcontroleequalquerpudor.
Os cargos comissionados, de conança, que deveriam ser ocupados por pessoas qualicadas, e de conança dos gestores, para equilibrar as administrações entupidas de servidores efetivos que poderiam facilmente derrubar um governo, são hoje ocupados, em sua maioria, por especialistas em fraudes, que tudo podem e fazem para buscar vantagens nanceirasparaquemosindicou.
A sociedade não aguenta mais e clama para que os administradores públicos assumam a responsabilidade pela utilização corretaelegaldestegrandevolumederecursos,e que os bens e as ações, consideradas públicas, aumentem. Mas, infelizmente este clamor é c no silêncio dos lares e em raras oportunidades emumarodadeamigos.
Lamentavelmente, desta forma, estamos na eminência de agonizar nas mãos dos déspotasqueocupamcargospúblicos.
E a sociedade, enquanto isso, assiste silenciosa o triste m.





