SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Jornal Parole
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EDITORIAL

Candidatos marionetes

“Boneco ou figura que se faz mover e gesticular por meio de cordéis; marionete, bonifrate. Pop. Bufão, palhaço. Casquilho, janota. Indivíduo frívolo, sem personalidade, que obedece à impulsão ou à vontade de outrem.” Dicionário Michaelis On Line.

Analisando a lista de candidatos ao pleito eleitoral deste ano concluímos que o Brasil ainda tem muito que avançar para chegar a um estado de desenvolvimento econômico e social dos países de primeiro mundo. Pois a lista de candidatos a deputado estadual e federal de Santa Catarina, um Estado privilegiado quanto as oportunidades de estudo e qualificação profissional, ainda possui cidadãos que só sabem ler e escrever e muitos que só cursaram algumas séries do ensino fundamental ou médio.

Desculpem os que discordam mas, como uma pessoa que não buscou aprendizado pode analisar leis e projetos legislativos, que na maioria das vezes são complexos e de difícil entendimento até para que tem curso superior? Como estes conseguirão debater, julgar se é bom ou ruim, um projeto de lei que após sancionado regerá a vida de milhões de cidadãos?

É incompreensível que partidos ainda coloquem estas pessoas na lista de candidatos, pois diante das facilidades hoje existentes para estudar, aqui existente, não há desculpa para não conquistar graduação. Universidades públicas, gratuítas, financiamentos e programas de incentivo do Governo, garantem o acesso à todos.

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Concluímos, portanto, que estes serão meros acumuladores de votos para outros que já tem como profissão a política. Que nada sabem fazer além de serem candidatos e viverem de cargos públicos.

Sabemos também, que muitos semianalfabétos, que mal sabem ler e que não sabem interpretar um texto chegam a ocupar estes cargos legislativos. Portanto, sabemos o porquê do Brasil ter tantos problemas devido a leis mal redigidas e mal interpretadas. Da quantidade de ações corruptas que duplicam, triplicam os valores das obras públicas.

Estes candidatos, sem qualificação, acabam por tornarem-se marionetes, títeres, nas mãos das velhas raposas da política catarinense... brasileira.

Estas raposas, que também não possuem instrução e ou qualificação nenhuma, pagam, com o erário público, uma centena de assessores políticos e jurídicos para realizarem suas falcatruas e beneficiarem-se do poder.

Perguntamos: por quanto tempo isto perdurará? Por quanto tempo deixaremos de olhar para o próprio umbigo sem buscar o melhor para a nossa nação?

Talvez as nossas respostas venham através de um simples toque. O toque de confirma na urna no dia 05 de outubro.

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