SEE JORNAISQuinta-feira, 15 de outubro de 2026Leia também: Jornal Parole
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OPINIÃO

Bastidores de decisões complexas

Tomar decisões é basicamente a principal função do gestor público. Quanto mais embasado em números, estudos, pesquisas e experiências anteriores, menores as chances de errar. Mas menores sempre serão as chances de agradaratodos.Quandosetratada“coisa pública”, todos, com algum direito, se julgam partícipes e estão prontos a apontar erros e acertos. Seja a categoria envolvida, a imprensa, os órgãos fiscalizadores, muitos têm opinião formada, mas talvez nem todos tenham a exata noção das complexidades que envolvem a tomada de decisão.

Um exemplo recente foi a convocação maciça de novos policiais, quando recém estamos começando a respirar no pós-crise. Não é fácil assumir uma fatura que virá ao longo de décadas na folha de pagamento. Porém, muito mais difícil seria deixar o estado vulnerável à escalada da violência. Depois da decisão tomada, com a bela fotografia nas capas dos jornais, não param de nos chegar comentários positivos sobre os quase 1000 novos policiais que passarão a integrar os quadros da Polícia Militar e sobre o impactante número de mais de 2000 servidores da Segurança Pública convocado sem apenas12meses.

Da mesma forma, temos sido elogiados por não aumentar impostos, enquanto mais de vinte estados o fizeram. Também estamos colhendo os louros por termos articulado o acordo da dívida, que já nos permitiu deixar de pagarmaisdeR$1bilhãoàUnião.

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Oque talvez muitos não saibam é que essas decisões nos fizeram assumir o risco de não honrar integralmente a folha ou ter que arcar com multas e penalidades, caso a tese se desse errado.Seissotivesse acontecido, não faltariam dedos apontando os autores desse prejuízo. Talvez os mesmos dedos em riste apontados para as doações ao FundoSocial, fundamentadas em política tributária nacional, com validade em muitos outros estados, TENDÊNCIA PARA OS PRÓXIMOS DIAS mas que aqui foram taxadas de pedaladas e sistematicamente questionadas muito embora tais recursos tenham sido aplicados no auge da escassez de dinheiro público na saúde dos catarinenses

Tempo nublado, com mais frágeis. Se foi um erro, pagaremos algumas aberturas de por ele. Mas foi a decisão acertada para aquele momento e que nos permitiu honrar compromissos primordiais com a sociedade.

Segunda-feira 15/05

Sóerraquem faz,e governar é decidir. Comemoramos acertos, experimentamos e aprendemos com erros. Acredito que uma nova ordem pública começa a ser construída, e essa ordem passa por pessoas que agem, que não ficam passivas esperando o pior acontecer. Basta abrir os jornais ou ligar a televisão para ver estados economicamente mais fortes e mais “importantes” do que o nosso quebrarem, falirem. Sim, isso ainda continua acontecendo.

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Enquanto os muitos críticos continuarem discutindo os nossos erros e acertos nasmesasdebar,não estarão ajudando a mover os ponteiros. Precisamos colocar em prática nossas ideias, as boas ideias, ousar, arriscar e, inclusive, errar. O aprendizado só acontece com erros e aprender é principal força motriz do novo mundo que se desenha. Como disse o maestro Herbert von Karajan, que esteve 27 anos frente à Orquestra Filarmônica de Berlim: “Quem decide pode errar; quem não decide já errou”.

Com informações de Secretaria de Estado da Fazenda. Texto revisado pela redação.

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