SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Jornal Parole
PublicidadeAnúncio de LENNY MODAS
Artigo

Argentina

você me lastima a alma

Trinta e nove anos se passaram de quando o país, a terra conhecida como Argentina entrou em um período obscuro, de barbárie, atrocidade e sangue.

Foi em um 24 de março, 1976, onde a graça, a benevolência e liberdade deixaram de existir. Em um helicóptero, pertencente as forças armadas, que levou-se a ambivalente pessoa que naquela época representava a fraca democracia deste país.

O 24 de março é o marco de um período em que Argentina afundou-se em um tempo negro, caracterizado pela violação dos direitos humanos e uma terrível crise econômica. A tomada do poder pelos militares, chamado de “Processo de Reorganização Nacional”, vulgarmente conhecido como “o processo”, terminou com uma inconsequente aventura de querer recuperar as Ilhas Malvinas.

Muitos foram os fatores que levaram a Argentina a suportar a punição de uma brutal ditadura. Um governo nacional condescendente, débil, personificado por Maria Estela Martinez de Perón, Isabelita, fantoche dos interesses mesquinhos, dos interesses alheios as necessidades de um povo faminto por justiça e paz. Por outro lado, na calçada da frente, a oposição, a absurda oposição personificada por grupos nacionalistas “guerrilheiros”, que já antes do golpe perpretavam atentados contra alvos militares; estes “nacionalistas” também estavam fora das necessidades do povo.

PublicidadeAnúncio de HB

Internacional, a mão do “Tio Sam”, os Estados Unidos da América, não queriam que o cone sul caísse nas mãos do comunismo; Cuba já tinha a cor vermelha e Nicarágua estava emergindo e foi delineando o olhar para Moscou, na década de 70 com as ações dos sandinistas.

Washington, orquestrou “O Plano Condor”' , com o qual adestrou as forças armadas da América Latina, para repelir as ações de grupos guerrilheiros na região.

Os erros cometidos naquela época, foram pagos muito caro, 30 mil argentinos desapareceram da face da terra, e agora seus corpos, ou o que resta deles , são encontrados em valas comuns, e como a maioria deles não podem ser identificados são chamados “NN”. Outros tiveram melhor sorte, puderam escapar e conhecer a amargura do exílio, em terras muito distantes e diferentes do Pampa Argentino, e os que não morreram e sem se exilaram suportaram a dor de uma tortura tenaz, constante e sangrenta.

Hoje, em plena democracia, a Argentina ainda tem um desaparecido político, Julio Lopez, que tinha que testemunhar perante a justiça por ter sido sequestrado e torturado durante a ultima ditadura; até hoje o seu paradeiro é desconhecido.

Desde que Argentina voltou a viver em uma democracia, o melhor sistema politico para mim, os sucessivos governos tem zombado da vontade popular e se tornaram mais ricos da noite para o dia, enquanto outros, que moram ao norte do pais, tem “fome” de água de tanta que é a necessidade do líquido e o governo nada faz.

PublicidadeAnúncio de BIA TÊXTIL

O orçamento para as áreas da educação e saúde são diminutos.

Passados trinta e nove anos daquela atrocidade, a Argentina continua sofrendo. Não há exilados, mas muitos argentinos deixam o país por falta de segurança e pelas nuvens negras na economia.

Crianças desnutridas, aposentados com necessidades, professores e médicos com perspectivas incertas, hoje são cartões postais diários de um pais chamado Argentina.

Leia também

Receba as notícias de Apiúna e região

Um aviso quando sair matéria importante. Sai quando quiser.