Aposta no crescimento
Um dos mais célebres filósofos da história, Sêneca acreditava que o mais importante do progresso é o desejo de progredir. Os catarinenses - e por que não dizer os brasileiros - estão habituados a ver Santa Catarina na liderança de rankings e indicadores sociais, resultados obtidos com o investimento contínuo em gestão e qualificação do gasto público. O ponto é: a cada novo passo no caminho que leva ao crescimento, nossas responsabilidades aumentam. E muito.
A última conquista de Santa Catarina foi anunciada cerca de dez dias atrás: estamos em terceiro no Ranking de Competitividade dos Estados de 2016. É o segundo ano consecutivo que ocupamos lugar no pódio, atrás de São Paulo (primeiro colocado) e do Paraná (segundo colocado) e à frente de Estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro. Elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Economist Intelligence Unit e a Consultoria Tendências, o levantamento coloca na balança 65 indicadores que vão da mobilidade urbana à sustentabilidade social, item no qual Santa Catarina é líder absoluto. O índice leva em conta dados como o IDH, saneamento, previdência e mortalidade infantil para medir o sucesso das medidas que o Estado está implementando para reduzir vulnerabilidades.
Se de um lado o ranking mostra os nossosacertos,também indi can oque devemos melhorar. Está claro – e os números estão aí para comprovar o quedigo–que acrise vem quebrando os Estados e comprometendo a qualidade de serviços indispensáveis à população, como saúde, educação e segurança pública. Em Santa Catarina, nosso equilíbrio fiscal nos deu a base para enfrentar a crise, o que não significa que passamos incólumes. Amargamos perdas importantes nos últimos dois anos. E uma delas é retratada no ranking do CLP. Mesmo mantendo o lugar de terceiro Estado mais competitivo do Brasil, caímos de 7opara10o no item que avalia a solidez fiscal. O índice considera basicamente o resultado primário (receitas menos despesas) do Estado. Encerramos 2015 no azul, mas praticamente zerados. O número não é ruim se considerarmos que, desde fevereiro de 2015, a arrecadação vem perdendo TENDÊNCIA PARA OS PRÓXIMOS DIAS para a inflação sistematicamente. Aindaassim,nãoéoideal.
Mudanças são necessárias para que o Brasil - e Santa Catarina - supere a crise e volte a crescer. Para colocar o Estado em um novo patamar de gestão, estamos construindo a Lei de Eficiência Pública de Santa Catarina. O objetivo é dividir responsabilidades e envolver todas as instituições na solvência do Estado. A lei estabelece indicadores de economia de recursos e uma gestão que dê prioridade à produtividade e à meritocracia. Santa Catarina aposta num modelo de crescimento econômico e social que se retroalimenta. É assim que nos tornamos um Estado mais forte e enfrentamos a crise até agora. E é assim também que vamos sair dela.
Essa é uma das grandes lições que tiro da avaliação do Ranking de Competitividade. Quando essa crise passar, Santa Catarina será o Estado mais atrativo e competitivo do Brasil, superando todos os outros. Em 2017 estaremos novamente no topo do ranking.
Pode apostar.
Com informações de Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina (artigo de Antonio Gavazzoni). Texto revisado pela redação.






