Alckmin e Ciro a serviço do PT
Os presidenciáveis Geraldo Alckmin, do PSDB, e Ciro Gomes, do PDT, estão voltando suas metralhadoras giratórias na direção de Jair Bolsonaro,que lidera as pesquisa sde intenção de voto. A artilharia mais pesada parte do tucano, mas o pedetista também dá sua ses tocadas.
Nessa toada, os dois estão prestando, ainda que indiretamente, um grande serviço ao PT. Ao descontruir o candidato do PSL, a dupla Alckmin-Ciro não cresceu. Seguem estagnados nos mesmo patamares e até decaindo, conforme a pesquisa de ocasião. Enquanto os dois patinam, o petista Fernando Haddad cresce, nadando de braçada.
Nesta reta final, assim como podem migrar voto sde Marina Silva,do próprioCiroedeGuilhermeoBoulos para Haddad, na linha do voto útil; também pode haver uma desidratação geral em Henrique Meirelles, João Amoêdo, Alvaro Dias, o próprio Alckmin e entre parte do eleitorado de Ciro Gomes, que não tem só voto de esquerda. Cresce a possibilidade de ficarmos diante de uma eleição absolutamente polarizada já no primeiro turno.
BolsonaronaTV
A possibilidade de primeiro turno não é provável, mas não é impossível. Vai depender da capacidade de cada um explorar o chamado voto útil. Outro ponto importante. Bolsonaro tem 7 segundos no rádio e na TV. Alckmin tem mais de 5 minutos diários e Haddad também tem bom espaço eletrônico. Só que no segundo turno, a coisa muda. Os dois candidatos terão o mesmo tempo de propaganda.
Contra-ataque
Será praticamente a estreia de Jair Bolsonaro nas ondas do rádio e nas telinhas Brasil afora. E aí ele terá tempo para mostrar as vulnerabilidades de Lula da Silva, de Fernando Haddad, do PT; do PDT, do PSDB e por aí vai. Tudo num clima de altíssimo grau plebiscitário.
Sucessor
Nesta reta final da campanha, o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli (Progressistas), tem “pegado junto” com o seu candidato a deputado estadual, Pepê Collaço. Sempre que pode, o ex-deputado acompanha Pepê nos compromissos.
Bateras
Domingo, os dois assistiram juntos à segunda edição do Tubateras (apresentação de mais de 250 bateristas em conjunto) e nesta terçafeira visitaram o Mercado do Produtor de Tubarão, onde pediram votos e foram muito bem recebidos pelos eleitores. Presidente da Câmara de Vereadores de Tubarão licenciado, Pepê tem tudo para fazer uma grande votação e recuperar a representatividade política de sua região.
Guerra
Enquanto Jorginho Mello e Paulo Bauer se digladiam, numa guerra eleitoral que já veio para a luz do dia na corrida ao Senado, na outra coligação, os dois ex-governadores, Raimundo Colombo e Esperidião Amin, pedem votos um para o outro. Inclusive nos programas de rádio e TV. A estratégia é garantir as duas vagas para a coligação, enfraquecendo os adversários quegu erre iam entre si.
História ensina
Se der certo, quem ganha musculatura é Gelson Merisio. Em caso de segundo turno. Basta lembrarmos de 2002. Naquele ano, Luiz Henrique da Silveira conquistou a vaga no segundo turno suplantando por pouco o PT. Mas na etapa final, LHS foi respaldado pelos dois senadores eleitos: Leonel Pavan e Ideli Salvatti. Do outro lado, Esperidião Amin estava literalmente sozinho. Resulta-do, o progressista perdeu a eleição.
Fato
O pleito deste ano já entrou para a história comoa eleição da traição.
Não que nos pleitos passados a prática não fosse até corriqueira em alguns momentos. Mas em 2018, a traição está quase virando regra!
Animação
A onda Bolsonaro emSantaCatarina está animando ainda mais os candidatos do PSL no Estado.Especialmente os da majoritária, comandante Moisés, postulante ao governo do Estado, e Lucas Esmeraldino, que disputa o Senado.
Bastidores
Nos últimos dias, com a disparada de Jair Bolsonaro em Santa Catarina, os dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas ao governo, Mauro Mariani e Gelson Merisio, atuam nos bastidores para se encaixar na onda do presidenciável do PSL.
O pessedista quase anunciou o apoio a Bolsonaro nesta semana, mas puxou o freio de arrumação, pois tem candidatos a presidente e a vice entre seus partidos aliados.
Tucanos
Pelos lados de Mauro Mariani, quem pode puxar o movimento, a exemplo do que já fez Luciano Buligon em favor de Merisio, é Napoleão Bernardes. Resta saber como os tucanos, a começar por Geraldo Alckmin, vão reagir se isso realmente acontecer.
Com informações de Coluna do Prisco (Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina). Texto revisado pela redação.







