SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Jornal Parole
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Viver e Conviver

A Ilusão da posse de coisas

A Ilusão da posse de coisas
Arquivo Jornal Parole

Grande parte da ansiedade do homem deriva do medo de perder o que possui, quanto maior a proporção do que tem maior o medo. E aí ele procura ter de “sobra”, para se faltar poder se abastecer. Muito donos de impérios partirão do mesmo princípio. E isso é bom? É o caminho da felicidade? Se não qual seria? Ter muito, ter pouco ou ter nada? Você já se perguntou se poderia ser uma questão de ter?

Um ditado “comum” veio da observação e experiências de alguém: “Quanto mais se tem, maior a perda”. A realidade é essa, quanto mais se tem, mais propenso a perder.

Mas não vamos confundir as coisas, um alerta aos acomodados, para não racionalizar: “então o negócio é não ter nada?”. E acaba sem objetivos e irresponsáveis e o pior vitimizados.

O problema está na “noção de posse” que temos das coisas. A “minha” rua, a “minha” casa, e por aí afora.

O mais interessante, na realidade, que ninguém possui coisa alguma. A vida é que nos permite o uso das coisas, e a nós cabe administrar.

O ser humano não nasce com sentimento de posse. Uma criança quanto faz birra e quer o brinquedo da outra criança ainda não tem o conceito do “meu” e do “seu”. Para ela, o mundo e ela são uma coisa só.

Nós sofremos porque “pensamos” que possuímos. A sabedoria é ser grato e responsável, pelo direito de usufruir, desvinculado de qualquer sentimento de propriedade, o que não quer dizer que não devo cuidar das coisas. O cuidado com objeto é, consideração e gratidão à vida.

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A felicidade é um estado, e como tal só pode ser VIVIDA. O dinheiro em si, nada tem haver com a felicidade. Depende de “quem” usa de sua maturidade do seu caráter de seus valores existenciais.

As pessoas buscam o dinheiro, na mesma medida que buscam o poder e o prestígio – para aliviar seu sentimento de insegurança diante das incertezas da vida.

Mas não podemos cair no extremo aposto, fugindo do dinheiro, já que precisamos dele como meio de troca.

Só não podemos fazer do dinheiro nosso centro.

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