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ARTIGO

A humanidade enlouqueceu?

Manifestações violentas sacodem algumas das nossas maiores metrópoles. Por incrível que pareça, o País do futebol virou-se contra a Copa do Mundo. E para tentar inviabilizá-la (ou, pelo menos, atrapalhá-la), umas duas mil pessoas ocuparam um terreno contíguo ao novo Estádio do Corinthians, onde está previsto o jogo inaugural, entre o Brasil e Croácia.

A mesma insanidade levou centenas de militantes, não sei de que ideologia, a ocuparem um imóvel urbano, na avenida que dá acesso às praias do litoral norte da Capital do Estado. Era para impedir o evento que reunia todos os técnicos das seleções nacionais, no Costão do Santinho.

No Rio de Janeiro, centenas de ônibus são incendiados. Em São Paulo, os viciados em crack ocupam ruas e praças. E a Ucrânia, em vias de absoluto fracionamento, balança no vai-e-vem de forças entre Rússia, União Europeia e Estados Unidos.

A toda hora, somos sacudidos por fatos insanos, como o do jovem guarda que estuprou, matou e esquartejou uma jovem na pacífica Joinville, que foi palco inocente de um mútuo linchamento de torcidas organizadas, vindas do Rio e do Paraná para “apoiar” o Vasco da Gama e o Atlético.

Boko Haram, um fanático militante, não sei de que seita ou grupo terrorista, sequestra e mantém em cárcere privado mais de 200 jovens estudantes. E ainda anuncia que as moças se converteram, por livre e espontânea vontade, ao Islam.

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Em plena luz do dia, a presidente da Região de León, na Espanha, foi assassinada a tiros de revólver pela mãe de uma funcionária, que teria sido demitida do emprego público.

Outro crime, inteiramente filmado, aconteceu no centro de São Paulo. Um trio de meliantes tortura e mata uma vizinha, alegando que esta lhes teria furtado algum dinheiro.

Todos os dias, a mídia – especialmente os noticiários de TV – registra vários outros atos de barbárie máxima, como este da paulicéia. Os atos de racismo, nos estádios de futebol, vão se tornando corriqueiros, enquanto o consumo desregrado de bebidas alcoólicas vai sendo responsável pela morte de três milhões e 300 mil pessoas, por ano, em todo o mundo. A violência nas ruas e nas rodovias, o câncer, o infarto e o acidente vascular cerebral (derrame) são as consequências mais diretas do alcoolismo.

Homs, uma cidade síria quase totalmente destruída, é símbolo de mais um caso das lutas fundamentalistas que levaram Irã e Iraque a uma guerra de 10 anos, e a uma violência sistêmica no Egito, no Afeganistão, no Paquistão, no Iêmen, em Ruanda e vários outros países africanos. Sem falar no conflito interminável entre palestinos e judeus.

Por falarmos na diáspora africana, mais um navio, carregado de ansiosos imigrantes ilegais, afundou próximo à ilha italiana de Lampedusa. Muitos morreram, umas duas centenas foram resgatados. É a dramática fuga da miséria e da violência, e o sonho de uma vida melhor nos países desenvolvidos que motiva hispanoamericanos, asiáticos e subsaharianos a abandonarem seus países.

Será que a humanidade, realmente, enlouqueceu?

É a sensação que a gente tem, lendo diariamente os jornais e os blogs, ou assistindo às reportagens da TV.

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