A crise brasileira
Dia destes, a presidente Dilma em rede nacional de mídia, anunciou, para deixar bem claro e não haver dúvidas, que a crise brasileira é grave e nosso país não apresenta perspectivas de crescimento para 2015.
O Brasil viveu 11 anos, de 2003 a 2014, de crescimento econômico, investimentos estrangeiros, inação e câmbio sob controle, crédito facilitado, aumento real do salário mínimo, desemprego baixo, entre outros.
Graças aos programas sociais, 36 milhões de brasileiros “saíram da miséria”, as ruas continuam entupidas de carros novos, casas com TVs novas, geladeiras, fogão e máquinas de lavar, isso tudo graças à desoneração da linha branca, que também acabou, além de telefones celulares.
Dilma na campanha de 2014 prometeu que nada disso mudaria. No entanto, agora, tudo mudou. O novo lema do governo, “Brasil Pátria educadora”, foi anunciado em um dia e, no dia seguinte R$ 14 bilhões foram cortados do orçamento da educação.
Onde o governo errou? Errou ao adotar um populismo cosmético. Se você tem renda suciente para pagar apenas o aluguel e sustentar sua família, você não pode oferecer aos seus lhos mordomias, porque um dia a casa cai. Existe um ditado que diz: “quem não semeia, não colhe”, e o governo quis colher aonde não semeou. Em 12 anos, o governo não promoveu nenhuma reforma de estrutura, nem agrária, nem tributária, nem política.
Havia alternativas para o PT? Sim. Se ele não houvesse jogado a sua garantia de governabilidade nos braços do mercado nanceiro e do Congresso. Se tivesse promovido a reforma agrária, de modo a tornar o país menos dependente da exportação de commodities, e mais favorecido pelo mercado interno. Se ousasse fazer a reforma tributária, recomendada pelo economista francês Thomas Piketty, priorizando a produção, e não a especulação. Se houvesse, enm, assegurado a governabilidade, prioritariamente, pelo apoio dos movimentos sociais, hoje teria apoio dos mesmos.
Sabemos que a crise econômica tende a se aprofundar. Já a crise política, presumo que vai se arrastar até 2018, ano das próximas eleições presidenciais. Se o governo não voltar a beber na sua fonte de origem, que são os movimentos sociais e as suas propostas de origem, não duvido que as forças conservadoras voltem a ocupar o planalto. Será melhor ou pior?Vamosaguardarparaver.





