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VIVER E CONVIVER

A comunicação que flui!

Ao refletir o que nos afasta do estado de compaixão ou empatia ao interagir com alguém, se percebe que pensamento sde julgamentos vem primeiro na nossa maneira de se comunicar ou falar com as pessoas. Nossa maneira de falar vem carregada de preconceitos e julgamentos, antes mesmo de conhecer a pessoa e essas formas de falarmos nos afasta de sentir compaixão.

Esses julgamentos que são moralizantes nos submetem a uma natureza errada sobre a pessoa. Quando já viemos com valores pré concebidos perdemos o contato de sentir a pessoa realmente como ela é.

Para Rosenberg (2006) Tais julgamentos se vêem frases do tipo:

“O teu problema é ser egoísta” , “Ela é preguiçosa” e outras. São rotulações, insultos, depreciações, críticas, etc. As comparação e diagnósticos são formas de julgar. Entramos no que é certo e no que é errado, mas baseado nos nossos valores e ponto de vista.

Quando é contra nossos valores, aí está feito a separação entre o sentimento de compaixão, empatia e o aprendizado, o que a outra pessoa pode estar trazendo de informação e aprendizado para nós. O que seria uma troca saudável, vira em contradições e discussões sem fim. Resultado: todos saem perdendo.

Para Rosenberg (2006, p.38), “analisar os outros é,narealidade, uma expressão de nossos valores”. As vezes encontramos pessoas que concordam com nossos valores e análises, mas geralmente é provável que façam por medo, culpa ou vergonha. Com o decorrer do tempo sofreremos as consequências da diminuição da boa vontade daqueles que se submetem só aos nossos valores e ponto de vista pela repressão. Também essas pessoas pagam o preço, pela diminuição da autoestima.

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Um ponto importante é não confundir juízos de valor com julgamentos que desmoralizam.

Todos fazemos juízos de valor de qualidades que gostamos na vida. Exemplo: valorizar a honestidade, a liberdade,apazeoutros.Quando julgamos as pessoas que estão em desacordos com nossos valores por exemplo: “A violênciaéruim”.Se nós tivéssemos sido educados falando numa maneira que expressa a com-paixão, poderíamos nos comunicar expressando nossas necessidades. Em vez de“A violência é ruim”, poderíamos dizer:“Tenho medo do uso da violência para resolver conflitos, valorizo a resolução de conf i itos por outro meio”.

O tema é amplo e não se esgota nessa breve conversa. Rosenberg (2006) fala: “quando estamos em contato com nossos sentimentos e necessidades, nós, humanos, deixamos de ser bons escravos e lacaios”. Assim, a comunicação flui sem julgar o outro e maisde acordo com nossos sentimento se valores.

Bibliografia: ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora, 2006.

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