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O Tempo Não Para

2015 ou 1915?

Essa é uma pergunta que venho me fazendo nas últimas semanas, após presenciar atitudes de pessoas que não parecem estar vivendo nesta época em que todos nós estamos. Digo em todos os aspectos, pois são atitudes retrógradas nos negócios, na vida social e na vida pessoal. É difícil aceitar certas mudanças e evoluções na vida? Sim, e muito! Porém, essas mudançasestãoaí,fato.Nãohámaisespaçoparacertos pensamentos “antigos” no que diz respeito a gerir um negócio, por exemplo. É preciso perceber que o cliente nãoémaisomesmo,nãoaceitaosmesmosprodutosou os mesmos serviços que comprava há 2 anos atrás, digamos.

É preciso, é necessário se reinventar. Nos negócios, na vida, nos pensamentos. Preconceitos, por exemplo, jánãopodemmaisocuparespaçoalgum,emboraainda os vivenciemos diariamente, seja qual for. É inconcebível pensar que pessoas que não aceitem as mudanças do mundo consigam algum sucesso na vida. Estamos em 2015. Estamos no século XXI. O mundo não voltará a ser o que era na semana passada. Compreenda, conforme-seeadapte-se.

Não dá mais

“Não dá mais para aceitar que quem faz pesquisas nas áreas de Exatas e Biológicas é mais pesquisador do que estudiosos da área de Humanas. Não dá mais para aceitarqueaformaturadeummédico,deumadvogado ou de um engenheiro tem mais valor do que a formatura de um pedagogo, de um sociólogo, de um psicólogo, de um lósofo. Não dá mais para aceitar pessoas com alto poder aquisitivo passando sem cumprimentar faxineiras e porteiros. Não dá mais para aceitar empresas que tem como política a divisão dos profissionais por “castas”. Não dá mais para aceitar a imposição dos padrões de beleza europeus sobre as mulheres orientais, negras e indígenas. Não dá mais para aceitar que existem etnias e profissões superiores. Não dá mais para aceitar que só a família tradicional é boa. Não dá mais para aceitar que casamento é só para procriar. Não dá mais para aceitar que professor precisa ser tirano e reprovar metade da classe para ser competente. Não dá mais para aceitar que a ética de uma pessoa é medida por sua formalidade. Não dá mais para aceitar que gente gentil e prestativa seja tratada como falsa e gente solidária como hipócrita. Não quer ser gentil? Não seja. Não quer ser solidário? Não seja. Mas não saia pelo mundo dizendo que gentileza e bondade não existem pois elas não habitam o seu coração.”

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