Professores da rede pública declaram greve por tempo indeterminado
Secretário de Educação, Eduardo Dechamps, afirma que governo não irá negociar com a categoria paralisada.

Professores da rede pública estadual declaram greve geral por tempo indeterminado nesta terçafeira (24), após assembleia geral da categoria, realizada em Florianópolis. O calendário de mobilização prevê que até a próxima sexta-feira (27) sejam realizadas as assembleias regionais para definição dos representantes que irão compor o comando estadual de greve. A primeira reunião do grupo está prevista para ocorrer no dia 31, quando será discutido o início e a dinâmica de negociações com o governo.
Conforme o diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Educação de Santa Catarina (Sinte/SC), Luiz Carlos Vieria, cerca de 2,5 mil professores participaram do ato realizado na Capital. Durante a assembleia foram definidos três pontos principais que estarão na pauta de negociações com o governo: pela não incorporação da regência de classe ao salário; manter a mesma tabela de referência entre quem possui a chamada licenciatura curta e o magistério; e pela não diferenciação entre os trabalhadores Admitidos em Caráter Temporários (ACTs) e os efetivos. Outro ponto é a retirada total da Medida Provisória 198, que altera a forma de contratação e remuneração dos ACTs, que, conforme o Sinte/SC, são aproximadamente 14 mil no Estado. Também está na lista o pagamento do piso nacional da categoria retroativo a janeiro e a descompactação da tabela.
Vieira alega que não ocorreu um posicionamento concreto por parte do governo desde a última assembleia, realizada no dia 10 de março, e que não foram apresentas propostas para categoria. Segundo o diretor, o fato reforçou a decisão pela greve geral. Ele explica que os próximos passos em relação à paralisação irão depender da movimentação do Executivo. “Se o governo não se abrir em negociação a categoria chama novas assembleias para decidir o rumo da greve”, disse Vieira.
Logo após a assembleia, o grupo saiu em passeata pelas ruas da Capital. O primeiro ponto de parada foi a Assembleia Legislativa, onde os manifestantes cobraram a presença dos parlamentares, exigindo um posicionamento da Alesc em defesa das reivindicações do magistério. Em seguida, houve manifestação em frente à sede da Secretaria Estadual de Educação, desta vez, com cobranças direcionadas ao secretário Eduardo Deschamps.
Com informações da Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.






