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Magistério catarinense decide pelo adiamento da greve

Em Assembleia, servidores optaram por estabelecerum calendário de mobilizações para os próximos dias

Magistério catarinense decide pelo adiamento da greve
Foto: Douglas Rossi - Agência Adjori

Os servidores do magistério público estadual optaram por estabelecer um conjunto de ações para os próximos dias, em detrimento de greve geral. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte/SC), realizada nesta terça-feira, 10, em Florianópolis. Cerca de três mil professores participaram do encontro, marcado por discussões acirradas em torno da possibilidade de entrar ou não em greve.

Após aproximadamente três horas de debate, a maioria dos presentes optou em seguir um calendário de mobilizações. As medidas incluem a realização de aulas com duração de apenas 30 minutos até o dia 24 deste mês, quando está prevista uma nova Assembleia Geral da categoria. Até o dia 18 de março, os dirigentes das unidades regionais do Sindicato terão a responsabilidade de discutir com os professores as propostas apresentadas pelo governo.

Também foi aprovado que, caso o Legislativo estadual coloque a Medida Provisória 198/2015 em votação, os professores iniciarão a greve no mesmo instante, sem necessidade de Assembleia da categoria. Outra ação que deverá ser mantida é a mobilização dos professores nas terçasfeiras na Alesc, quando são realizadas as reuniões da Comissão de Constituição e Justiça, onde tramita neste momento a MP 198/15. Caberá à executiva estadual do Sinte/SC decidir a forma como estas manifestações serão conduzidas.

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Durante a Assembleia Geral do Sinte/SC, na tarde desta terçafeira, um representante de cada uma das 30 regionais do Sindicato pôde se manifestar a respeito do apoio ao não à greve. A divergência de opiniões foi expressiva em relação ao posicionamento de cada dirigente no que diz respeito à paralisação das atividades.

Logo após saber da decisão tomada pela Assembleia Geral do Sinte/SC, o secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps, afirmou durante entrevista, que mantém aberto o canal de comunicação com os professores da rede estadual de ensino. “Ouvimos muito a categoria durante 14 reuniões envolvendo as escolas das regionais e continuaremos o diálogo com os professores”, afirma.

Sobre a decisão de os professores ministrarem aulas de 30 minutos, Deschamps afirmou que a medida fere as legislações estadual e federal, e vai contra a aprendizagem dos alunos. O secretário ressaltou que serão tomadas as medidas administrativas cabíveis, e o próprio Ministério Público poderá intervir a pedido dos pais que identificarem prejuízo ao aprendizado dos filhos.

Uma nova reunião deverá ser realizada entre o grupo de trabalho criado para negociar a pauta do magistério, formado por uma equipe técnica da Secretaria de Educação e representantes do Sindicato. “Vamos apresentar o impacto das propostas sugeridas por eles e, na sequência, mostrar as propostas e sugestões que surgiram nos roteiros pelo interior e que já começamos a incorporar”, disse Deschamps. Os servidores do magistério público estadual optaram por estabelecer um conjunto de ações para os próximos dias, em detrimento de greve geral. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte/SC), realizada nesta terçafeira, 10, em Florianópolis. Cerca de três mil professores participaram do encontro, marcado por discussões acirradas em torno da possibilidade de entrar ou não em greve.

Com informações da Agência Adjori. Texto revisado pela redação.

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