Especialista do Google diz que "a sala de aula está muito chata"
Rodrigo Pimentel, do Google for Education, defendeu um sistema misto de educação com uso da tecnologia, durante o III Seminário Internacional de Educação, na Fiesc, em Florianópolis

Inovação e Educação do Futuro foram os temas de uma das palestras de abertura do III Seminário Internacional de Educação, na Fiesc, em Florianópolis na manhã desta terça-feira (20). Representante do Google Education, ferramenta do Google voltada para a Educação em todo o mundo, Rodrigo Pimentel destacou que, enquanto a comunicação e as relações de trabalho sofreram grandes influências da tecnologia, a sala de aula não mudou muito, continua quase a mesma há décadas. Como efeito, ele cita a grande evasão escolar no Brasil – grande parte dos jovens estaria deixando os bancos escolares por não ter esperança de que estudar irá levá-los para algum lugar. “A sala de aula está muito chata”, disparou especialista do Google.
Como alternativa ao modelo atual de ensino, Pimentel sugeriu um modelo misto, em que a tecnologia seja usada não como fim, mas como meio da educação, para que os professores preparem jovens para o novo mercado de trabalho. “Precisamos preparar os nossos jovens para profissões que ainda nem existem”, destacou Pimentel.
Para tanto, o Google, que firmou uma parceria com o Movimento A Indústria pela Educação, na manhã desta terça-feira, desenvolve plataformas, dispositivos e até conteúdo que são multiplicados a estudantes e professores de todo o mundo.
“Queremos que a educação no Brasil seja comparada aos melhores parâmetros internacionais”, enfatizou o presidente da Fiesc, Glauco Côrte, no discurso de abertura. O objetivo, em Santa Catarina, é perseguido por um grupo de 320 pessoas que trabalham diretamente com o tema nas câmaras regionais da Fiesc. A rede deve crescer ainda mais, com cada regional da Federação em Santa Catarina atraindo pelo menos mais 100 colaboradores da área da Educação.
“É papel da educação estimular o crescimento das pessoas e diminuir a desigualdade social”, avaliou o outro palestrante da manhã de terça-feira, Roberto da Cunha Castello Branco, da Fundação Getúlio Vargas. “A baixa escolaridade dos nossos trabalhadores é o principal obstáculo aos negócios, no Brasil”, concluiu.
Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.





