SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Jornal Parole
PublicidadeAnúncio de OCROEDEL

Especialista do Google diz que "a sala de aula está muito chata"

Rodrigo Pimentel, do Google for Education, defendeu um sistema misto de educação com uso da tecnologia, durante o III Seminário Internacional de Educação, na Fiesc, em Florianópolis

Especialista do Google diz que "a sala de aula está muito chata"
Glauco Côrte (E) e Rodrigo Pimentel durante a assinatura da parceria entre o Movimento A Indústria Pela Educação e o Google Bianca Backes

Inovação e Educação do Futuro foram os temas de uma das palestras de abertura do III Seminário Internacional de Educação, na Fiesc, em Florianópolis na manhã desta terça-feira (20). Representante do Google Education, ferramenta do Google voltada para a Educação em todo o mundo, Rodrigo Pimentel destacou que, enquanto a comunicação e as relações de trabalho sofreram grandes influências da tecnologia, a sala de aula não mudou muito, continua quase a mesma há décadas. Como efeito, ele cita a grande evasão escolar no Brasil – grande parte dos jovens estaria deixando os bancos escolares por não ter esperança de que estudar irá levá-los para algum lugar. “A sala de aula está muito chata”, disparou especialista do Google.

Como alternativa ao modelo atual de ensino, Pimentel sugeriu um modelo misto, em que a tecnologia seja usada não como fim, mas como meio da educação, para que os professores preparem jovens para o novo mercado de trabalho. “Precisamos preparar os nossos jovens para profissões que ainda nem existem”, destacou Pimentel.

Para tanto, o Google, que firmou uma parceria com o Movimento A Indústria pela Educação, na manhã desta terça-feira, desenvolve plataformas, dispositivos e até conteúdo que são multiplicados a estudantes e professores de todo o mundo.

PublicidadeAnúncio de BIA TÊXTIL

“Queremos que a educação no Brasil seja comparada aos melhores parâmetros internacionais”, enfatizou o presidente da Fiesc, Glauco Côrte, no discurso de abertura. O objetivo, em Santa Catarina, é perseguido por um grupo de 320 pessoas que trabalham diretamente com o tema nas câmaras regionais da Fiesc. A rede deve crescer ainda mais, com cada regional da Federação em Santa Catarina atraindo pelo menos mais 100 colaboradores da área da Educação.

“É papel da educação estimular o crescimento das pessoas e diminuir a desigualdade social”, avaliou o outro palestrante da manhã de terça-feira, Roberto da Cunha Castello Branco, da Fundação Getúlio Vargas. “A baixa escolaridade dos nossos trabalhadores é o principal obstáculo aos negócios, no Brasil”, concluiu.

Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.

Leia também em Santa Catarina

Receba as notícias de Apiúna e região

Um aviso quando sair matéria importante. Sai quando quiser.