Conhecendo a diversão através da Física
Professor desenvolve projeto em parceria com o Parque Beto Carrero, localizado em Penha, que permite aos alunos aprender física brincando

Qual professor nunca desejou encontrar uma maneira criativa, prazerosa e eficiente de ensinar seus alunos? Pois uma iniciativa desenvolvida em parceria com o Parque de diversões Beto Carrero, localizado em Penha (SC), tem permito que estes três aspectos sejam convertidos em resultados, ou, melhor dizendo, aprendizado. O Projeto “Física no Parque – Mecânica dos brinquedos”, envolve estudoaoarlivre,diversão e debates a cercade teorias abordadas em sala de aula. A ideia, do professor Fábio Gomes Miranda, ganhou repercussão estadual e despertou o interesse da direção do Parque em ampliar o projeto para outras escolas.
O professor conta que, além da disciplina de física, também foram trabalhados conceitos relacionados a matemática e a sociologia. Oobjetivo,dizele,foi despertar n osalunos um olhar analítico dos movimentos mecânicos gerados pelos equipamentos do Parque.Fábio defende que o conhecimento da realidade somente se torna possível por meio de uma educação objetiva e de qualidade,baseada na prática, o que, neste caso, ele chama de turismo educacional.
As primeiras turmas a participar do projeto foram de alunos do ensino médio das escolas Estadual de Educação Básica Professor Júlio Scheidemantel, de Timbó, e Estadual de Educação Básica Osvaldo Cruz, de Rodeio, ambas pertencentes a Gerência Regional de Educação da Agência de Desenvolvimento Regional de Timbó. No total, nove turmas de alunos do primeiro ano do ensino médio foram até o Parque em visitas distribuídas nos mesesdeagosto,setembro e outubro.
A primeira atividade dos alunos durante a visita é acompanhar uma palestra dos engenheiros responsáveis pela segurança e manutenção do Parque Beto Carrero. Os profissionais abordam aspectos específicos de cada equipamento, como conservação, curiosidades e tempo de uso. Os participantes também têm a possibilidade de fazerem questionamentos a respeito.
Após a apresentação, os estudantes são divididos em grupos para atividades práticas nas instalações do empreendimento. Cada grupo passa então a estudar o funcionamento de um dos brinquedos, desenvolvendo cálculos de dinâmica e mecânica cinemática, como velocidade adquirida, tipos de forças que atuam nos equipamento se nas pessoas que estão usando.
Os engenheiros acompanham os alunos medindo as dimensões de cada brinquedo, velocidade e movimento, gerando dados que são compartilhados entre os grupos. Nesse contexto, explica o professor Fábio, conceitos de física e matemática estão presentes e diretamente relacionados comas atividades.
Posteriormente, todas as informações geradas durante os exercícios práticos são repassadas em sala de aula, onde os alunos debatem sobre o aprendizado, elaboram apresentações, fazem maquetes e explanações do trabalho para toda a comunidade escolar.
O professor Fábio Miranda, idealizador do projeto, conta que a ideia surgiu a partir da necessidade de mostrar a osalunos que a disciplina de física poderia ser vista de maneira mais prazerosa, descontruindo o conceito de que os assuntos da área são complicados e inacessíveis. Além disso, diz ele, era preciso mostrar que tudo aquilo que era estudado em sala de aula estava, sim, presente no dia a dia de qualquer pessoa. “Quis usar a física de uma maneira diferente. Para isso parti de uma pergunta: como vou usar isso na minha vida? Essa éuma das perguntas mais recorrentes por parte dos alunos”, diz o professor. Ele conta que o maior desafio foi encontrar uma forma agradável e eficiente de mostrar que os conceitos de física estão em qualquer lugar, a todo momento.
Foi quando, durante uma visita ao Parque Beto Carrero, Fábio teve então a ideia de usar os brinquedos para comprovar que, mesmo servindo apenas para diversão, há muito trabalho de cálculo em física e matemática presente nos equipamentos. A partir daí começou um trabalho de contato e articulação com a direção do Parque. O objetivo num primeiro momento foi informar sobre uma visitação que ele realizaria no local, mas que teria um cunho educacional. Ou seja, um grupo de alunos iria estudar física analisando os brinquedos lá existentes, e não iriam somente para se divertir.
Cristiano Maurício Pinheiro, executivo de contas da região norte do Parque Beto Carrero, relata que a direção do Parque foi procurada pelo professor, que dizia ter um projeto para apresentar à organização. “Inicialmente não tínhamos ideia da dimensão exata do projeto. Foi a primeira vez que fomos procurados para desenvolver uma atividade desse caráter na área de física. Em outras áreas isso já havia acontecido. Posso dizer que toda a diretoria ficou encantada com a ideia, que se mostrou audaciosaeinovadora”contaPinheiro.
A ideia acabou ganhando uma proporção maior do que a imaginada, conquistando também o apoio imediato de um dos gerentes comerciais da organização,AlexBonaretti,que ampliou as tratativas com os demais setores do Parque, agregando, inclusive, a participação de engenheiros da empresa.
José Renato Leite, diretor da LDL Turismo de Ascurra, conta que foi procurado por Fábio, que precisava fazer uma viagem com seus alunos até o Beto Carrero. Enquanto o professor explicava qual era a necessidade, Renato percebeu que se tra- José Renato Leite tava de algo especial, que não seria apenas um passeio. “Em todo esse tem poque tenho a empresa,estafoi a primeira vez que recebi a solicitação de um serviço assim, de uma maneira que me tocou. Algo realmente diferente”.
“Quem fez a diferença para que o projeto desse resultado foi a LDL Turismo. O diretor José Renato leite está sendo um parceiro de grande estima, já parceiro em outros projetos com meus alunos, ele com muito custo conseguiu o contato com a direção do Parque”, salienta o professor Fábio.







