Conexão Jovem é o foco da nova etapa

O mais ousado plano para a Educação com origem na iniciativa privada e nas entidades organizadas da sociedade – o Movimento Indústria pela Educação – entra em uma nova etapa depois de ter vencido os desafios propostos desde a implantação, em 2012. O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, orienta o novo foco para a Conexão Jovem, que vem se juntar ao Pais pela Educação – projeto que também é sucesso junto às famílias. O lançamento da nova etapa foi realizado na Federação das Indústrias, com a presença do secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps. “Jovens engajados, atuando como protagonistas da Educação, são o foco da nova fase do Movimento”, explicou Côrte na reunião do Conselho de Governança do Movimento. “A estratégia é aumentar a interação com a juventude, além de descobrir talentos e valorizar projetos que possam contribuir para a melhoria da educação”, disse o presidente da Fiesc, comemorando a superação da meta de 820 mil matrículas em serviços educacionais estabelecida pelo Movimento para o triênio 2012-2014 – chegando a 877 mil.
A preocupação com a juventude decorre de estatísticas como a de que 17% dos catarinenses de 10 a 24 anos estão fora da escola. Também em Santa Catarina, 39% dos jovens de 19 anos não concluíram o ensino médio e 16,3% dos que têm 16 anos não concluíram o ensino fundamental.
O plano de trabalho contempla um conjunto de atividades que envolvem os jovens, estimulando o protagonismo, a liderança, o empreendedorismo e a educação tecnológica. Em cada uma das 16 vice-presidências regionais da Fiesc serão identificados dois jovens que tenham algum tipo de destaque, por exemplo, em competições nacionais e internacionais, para atuarem como “embaixadores” da educação. “Vamos convidá-los a sentar conosco, discutir e trazer suas percepções em relação à qualidade da educação”, destacou Côrte. Outras ações são eventos como o Startup Weekend e o Grand Prix de Inovação, realizados em finais de semana, nos quais, em contato com grandes empresas, grupos de jovens criam e desenvolvem ideias, que podem ser transformadas em produtos no mercado.
O diretor executivo do Movimento A Indústria Pela Educação, Antônio José Carradore, ressaltou que o Brasil precisa aproveitar a janela demográfica. Em 2010, o país tinha em torno de ¼ da população na faixa de 10 a 24 anos. As projeções demográficas apontam para uma redução gradativa do percentual de pessoas nesta faixa de idade até que, em 2043, a população total brasileira comece a diminuir. “É preciso fazer com que o jovem seja mais produtivo por mais tempo”, salientou Carradore.
Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.





