Volta às aulas em SC: consumidor procura preço sem esquecer da qualidade
Fecomércio SC e FDCL SC divulgaram pesquisa que traça o perfil do consumidor catarinense para a data. Também há o estudo feito por cidade

As vendas de material escolar voltam a aquecer o comércio em Santa Catarina no início de fevereiro e, com a economia retraída, os consumidores pesquisam mais e são cautelosos. Os catarinenses pretendem gastar R$ 250,66, diante de R$ 241,95 do ano passado. O gasto médio em Itajaí deve ser o maior do Estado (R$291,41), enquanto os chapecoenses devem ser os mais econômicos (R$220, 17). Apesar de ser maior em termos nominais, o gasto médio cresceu menos do que a evolução dos preços no período, conforme a pesquisa da Fecomércio SC e FCDL SC, que traça o perfil doconsumidorparaadata.
"A pesquisa de volta às aulas de 2016 revela que o consumidor optará por estratégias que tragam economia, como pesquisar preços em várias lojas, procurar promoção e descontos. Contudo, ele não pretende abrir mão da qualidade do produto. O empresário terá que buscar o equilíbrio entre preço atrativo e qualidade para conquistar o cliente neste cenário de retração”, afirma o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt. Para Ivan Tauffer, presidente da Federação das CDLs, “os lojistas estão encontrando clientes muito exigentes, comparando a qualidade e os preços. A captação e - delização dos pais de alunos têm sido um exercício desafiador, exigindo muita inteligência e matemática”, consideraTauffer.
O comércio de rua, como livraria e papelaria, lidera o ranking de preferência dos consumidores para a aquisição de material escolar
(86,2%). Em Lages, o índice chega a 91%. Embora uma parcelajátenhaefetuadoas compras (47,2%), boa parte dos consumidores ainda pretende ir às lojas no início deste mês (51,2%).
A pesquisa de preço deve ser a principal estratégia para diminuir as despesas na volta às aulas (63,6%). Os joinvilenses (74,7%) devem circular mais no comércio para garantir o melhor custo/benefício. Para 53,4% dos catarinenses as promoções serão os atrativos das lojas, tanto que o preço deve ser o principal critério para a decisão da compra (50,3%).
Um hábito que pode elevarasdespesasélevaros lhos ou dependentes para escolher os produtos. Em SC, pelo menos 58% dos paisa rmouqueelesacompanham as compras e influenciam na decisão (57,7%), mas a maior parte não está disposta a pagar mais caro (53,3%) para agradá-los. Na Capital, o comportamento é diferente: os lhos não costuma acompanhar (55%) e não têm poder de influência. Os catarinenses devem pagar à vista em dinheiro (67,8%), seguido pelo parcelamento no cartão de crédito (18,0%). O destaque ca para Blumenau, onde quase 75% devem optar por esta forma de pagamento.
O levantamento realizado pelas duas entidades em Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Joinville e Lages mapeia o comportamento de consumo e as demandas neste período para orientar os comerciantes nas estratégias de venda e controle de estoque, além de subsidiar com dados para futuros investimentos ou cortes.
Com informações da Agência Adjori. Texto revisado pela redação.






