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Uma divisora de águas nas relações de trabalho

Saiba quais são as principais mudanças e o que pensam os representantes de empresários e trabalhadores catarinenses sobre a chamada Lei da Terceirização

O dia 31 de março de 2017 entrou para a história do Brasil como divisor de águas no que diz respeito às relações trabalhistas, com a sanção da chamada Lei da Terceirização pelo presidente Michel Temer (PMDB). Defendida desde a década passada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a primeira versão do texto da proposta que regulamenta a prestação de serviços terceirizados (e o que pode ser terceirizado) está em tramitação no Congresso Nacional desde 2002.

A prestação de serviços terceirizados já era regulamentada para as atividades-meio. Por exemplo, uma loja de roupas podia contratar uma empresa para cuidar da sua contabilidade ou ainda da limpeza do estabelecimento. O que passou a ser permitido agora é também a possibilidade das empresas contratarem terceirizados para as atividades-fim, ou seja, uma loja de roupas pode terceirizar o serviço de vendedores.

A principal diferença entre um terceirizado e alguém que foi contratado com carteira assinada é a relação com a empresa na qual ele presta serviço. Com o terceirizado, a contratação e o pagamento não são de responsabilidade do local em que ele trabalha, e sim, da empresa prestadora de serviços que disponibiliza a mão de obra para a contratante. Como não existia uma legislação específica sobre a terceirização, o tema vinha sendo regulado pelo Tribunal Superior do Trabalho.

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Mesmo com a sanção da lei, o tema ainda é polêmico e divide opiniões (veja o que pensam os representantes dos empresários e dos trabalhadores catarinenses abaixo). O advogado trabalhista Roberto Figueiredo acredita ainda há muito o que se discutir. “O projeto foi aprovado há pouco tempo, toda lei precisa de um período de acomodação em que serão necessários alguns ajustes”.

Com informações de Rede Catarinense de Notícias (Agência Adjori). Texto revisado pela redação.

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