"Temos uma demanda crescente em novos campos de atuação"
Em entrevista à Agência Adjori de Jornalismo, o engenheiro agrônomo Gilson José Marcinichen Gallotti presidente interino do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA/SC), fala sobre mercado de trabalho e planos de gestão.

Agência Adjori de Jornalismo - Quais serão as prioridades da sua gestão interina?
Gilson José Marcinichen Gallotti - Como presidente interino, quero ressaltar o compromisso com os profissionais, empresas, entidades de classe e instituições de ensino de Santa Catarina. Quero fazer uma gestão harmoniosa, pautada pela imparcialidade e unidade entre as diferentes categorias profissionais, priorizando sempre a fiscalização do exercício profissional. Estou aberto ao diálogo para ouvir, sempre que preciso.
Adjori - Como o senhor avalia o mercado de trabalho na área da engenharia?
Gallotti - A demanda por profissionais da engenharia vem crescendo. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por exemplo, aponta escassez de engenheiros para os próximos anos. A lei estabelece 8,5 salários como piso salarial para a categoria para 8 horas diárias e 6 salários mínimos para 6 horas diárias. Esse é um dos fatores que respondem pela valorização dos engenheiros no Brasil e pela preferência por profissionais mais experientes. Assim, o mercado absorve rapidamente os profissionais recém-formados. Paralelo a isto, temos uma demanda crescente em novos campos de atuação.
Adjori - O que o CREA-SC tem feito pelo cumprimento do salário mínimo profissional?
Gallotti - O cumprimento do salário mínimo é fiscalizado pelos sindicatos de cada categoria. Ainda assim, o Conselho está constantemente engajado no processo de valorização profissional por meio de campanhas institucionais, de visitas aos presidentes de órgãos públicos e outras ações.
Adjori - De que forma o Conselho investe na capacitação e qualificação dos profissionais?
Gallotti - Destinamos recursos para a realização de eventos de qualificação como cursos, palestras, seminários, encontros, simpósios e congressos mediante a aprovação de projeto.
Adjori - O consenso sobre o currículo mínimo para profissionais no Mercosul é um dos debates relevantes na área. Como está o andamento deste processo?
Gallotti - O que se busca é compatibilizar a legislação dos países membros do Mercosul para a livre circulação de profissionais, serviços e empresas entre os países. Estas tratativas começaram em 1989. O assunto será debatido novamente dia 29 de outubro, durante a Plenária Internacional que deve acontecer em Assunção, no Paraguai.
Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.





