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Setor empresarial alerta para riscos da tramitação acelerada da escala 6x1

Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) projeta impactos negativos na economia e adverte sobre potencial aumento da informalidade e de preços ao consumidor, além de falta de mão de obra

Setor empresarial alerta para riscos da tramitação acelerada da escala 6x1

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil - Em SC, 86% dos trabalhadores da indústria cumprem o regime de 44 horas semanais

Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) projeta impactos negativos na economia e adverte sobre potencial aumento da informalidade e de preços ao consumidor, além de falta de mão de obra

A revisão da jornada de trabalho, atualmente em discussão no Congresso Nacional, foi um dos temas da reunião do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina – COFEM nesta segunda-feira, 9. Para o setor produtivo catarinense, por se tratar de uma mudança estrutural, com impactos profundos na economia, no emprego e na competitividade do país, a decisão exige uma análise técnica, baseada em dados. Os representantes das entidades empresariais salientaram o risco de o debate ser guiado mais pela disputa por votos do que pela busca de soluções sustentáveis, ao ocorrer em ano eleitoral.

A migração para uma jornada de 36 horas semanais poderia gerar um aumento de cerca de R$ 178 bilhões por ano nos custos diretos da indústria, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Pesquisas da FGV/IBRE indicam que, considerando apenas o fator trabalho, essa mudança poderia levar a uma retração de até 11% do PIB.

Dados da Facisc apontam que 71% dos empregados formais catarinenses possuem contratos entre 41 e 44 horas semanais — percentual superior à média nacional, que é de 60%. Só na indústria, 86% dos trabalhadores cumprem o regime de 44 horas, de acordo com estudo do Observatório FIESC.

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Entre as preocupações das entidades do setor produtivo estão os potenciais efeitos sobre a alta dos preços para o consumidor e com a alta da informalidade como reflexo do aumento de custos do emprego, estimado em 25% com a redução da jornada. A pressão sobre os custos pode levar muitas empresas a não ter alternativa senão repassar esse aumento ao preço final dos produtos e serviços, o que impactará a inflação e reduzirá o poder de compra da população.

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