Segurança pública é o principal obstáculo para o comércio de SC
Pesquisa com empresários do setor apurou os fatores que limitam a competitividade da economia catarinense

Segundo uma pesquisa com líderes empresariais dos setores do comércio, serviços e turismo do Estado, o principal entrave para o desenvolvimento de Santa Catarina é a precariedade na segurança pública. O levantamento considerou 25 itens de relevância para a economia e apontou que as piores avaliações em meio aos empresários incidem sobre as condições de infraestrutura, área que engloba a segurança pública. Condições das estradas, custo de energia e mobilidade urbana destacaram-se com índices negativos.
Para o gerente de relações institucionais da Fecomércio- -SC, Elder Arceno, o empresário também responde como cidadão e entende que o ambiente de negócios é propício quando há segurança na sociedade. Além disso, consideram o risco de prejuízo nas empresas em casos de roubos de lojas e de cargas, por exemplo. A segurança ficou à frente de demandas históricas dos empresários, como redução da carga tributária e do custo trabalhista.
Outro fator relacionado à segurança e que ganhou destaque no estudo foi o aumento da pirataria. De 2014 a 2018, cresceu a reclamação dos empresários sobre o mercado informal em todas as regiões do Estado, motivados principalmente pela concorrência desleal. Para o setor, é necessária a criação de uma política estadual de combate à pirataria e fiscalização ostensiva nas fronteiras.
O quesito melhor avaliado foi a legislação trabalhista, re- fiexo das reformas aprovadas pelo governo federal. Mesmo assim, o setor entende que ainda existem mudanças na legislação que precisam acontecer. “No contexto dos negócios, os aspectos tributários merecem uma atenção especial por parte do governo”, disse o presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt.
A burocracia também é citada como grande entrave à competitividade dos negócios. Nesse quesito, os empresários reclamam da dificuldade em acompanhar todos os processos e exigências da legislação que incidem sobre as empresas, com destaque para a demora na resolução de conflitos administrativos e judiciais e na obtenção de licenças ambientais.
Os dados foram apresentados aos candidatos ao governo do Estado Décio Lima (PT), Gelson Merisio (PSD) e Mauro Mariani (MDB).
Com informações de Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.






