SC tem primeiros sinais de reação da economia
Pesquisa divulgada pelo IBGE revelou um leve crescimento nos três primeiros meses de 2017, mas índices em setores como o de serviços ainda estão em queda

Após fechar mais de 5,4 mil lojas no ano passado, o varejo de Santa Catarina mostra sinais de recuperação no início de 2017. O Estado registrou aumento de 10,6% no volume de vendas do setor em fevereiro, número positivo pelo quarto mês consecutivo, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De março de 2016 a fevereiro de 2017, o faturamento do varejo avançou 7,1%.
O crescimento registrado em fevereiro é o maior desde 2012. Em termos de receita nominal (balanço entre as receitas totais e as despesas totais), o aumento foi de 13,7%. A maior alta foi no segmento de hipermercados e supermercados (27,7%), seguido pelos equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (9,8%). Já os setores de artigos farmacêuticos, médicos e ortopédicos, de perfumaria e cosméticos apresentaram uma queda de 13,2%.
Para o economista da Fecomércio-SC Luciano Córdova, o desempenho do mês de fevereiro reforça a tendência de recuperação do comércio. “Fatores como a queda da inflação e a retomada do crédito, ainda que reduzida, provocam esta melhora. O cenário continua difícil e de queda, se avaliado numa perspectiva ampliada. Porém, o ano de 2017 deve ser de crescimento das vendas, acompanhando o quadro de recuperação geral da economia, a partir de uma trajetória mais equilibrada do endividamento público e da melhora do ambiente de negócios”, explica Córdova.
Já o setor de serviços não mostrou o mesmo desempenho. A receita nominal do setor, em fevereiro, teve queda de 3% no Estado, em comparação com fevereiro de 2016. Pela variação dos últimos 12 meses, é o pior resultado desde 2012. A área de transportes, por exemplo, é afetada diretamente pela queda da atividade industrial e liderou o recuo da receita (4,9%). Serviços de comunicação e informação também sofreram diminuição (4,1%).
No Brasil, o indicador teve alta de 0,5% na comparação com o ano passado. No entanto, no acumulado de 12 meses, não houve variação. “Segundo a tendência geral da economia, os serviços devem ter melhores índices no decorrer de 2017”, avalia o economista.
Com informações de Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.






