SC corre contra o tempo para minimizar prejuízos
Previsão é de que perdas provocadas pela Operação Carne Fraca podem chegar a US$ 260 milhões no Estado, onde o setor agrega 90 mil famílias

Para reverter as perdas causadas pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal (PF), o governo do Estado e as associações de produtores vêm tentando retirar embargos da carne e reconquistar mercados o mais rápido possível. Uma análise preliminar aponta para perdas de mais de 260 milhões de dólares. O governador Raimundo Colombo entrou em contato com diversos embaixadores reafirmando a eficiência do modelo sanitário catarinense. Mesmo confiantes na qualidade do produto, autoridades do setor assumem que há pouca capacidade de armazenagem e que, por isso, enfrentarão queda de preço.
Mesmo com a retirada de embargos do Chile, de Hong Kong, da China e do Egito, os prejuízos devem ser marcantes. Principal produto de exportação do Estado, a carne gerou, somente em 2016, R$ 12,48 bilhões, mais de 16% do PIB estadual. “Uma coisa é o país suspender o embargo, outra é voltar a comprar”, explica o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (Acav) e diretor do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), José Antônio Ribas Júnior.
A inexistência de fornecedores de outros países para atender a demanda desses alimentos a curto prazo pode colaborar para a retomada das exportações, de acordo com especialistas. No mercado de frango, por exemplo, o Brasil representa 38% das exportações mundiais.
Ribas Júnior critica a forma como as irregularidades foram divulgadas pela PF. Para ele, “foi um episódio lamentável” e um “barulho desnecessário”. Ele explica que em Santa Catarina apenas uma unidade está envolvida na operação e nenhum fiscal foi afastado. “Ninguém vende para 150 países se não tiver qualidade e segurança”, disse Ribas Júnior.
O que se sabe é que o mercado de carnes sofrerá profundos ajustes no Estado. Embora as restrições internacionais tenham caído para 19% da exportação, o setor deve ter perda de 5% a 6% do volume vendido para o exterior e de 10% no faturamento. Além disso, muitas indústrias devem reduzir a produção e promover férias coletivas. Mais de 90 mil famílias compõem o setor em Santa Catarina.
Com informações de Rede Catarinense de Notícias / Agência Adjori. Texto revisado pela redação.






