Santa Catarina de olho no potencial energético
Planejamento estuda novas formas de produção e de distribuição de energia, com objetivo de dar autonomia para o Estado neste setor

A estrutura de produção, transporte e consumo de energia para os próximos anos em Santa Catarina está passando por um planejamento a longo prazo. A intenção é promover autonomia no setor e fazer uso de novas tecnologias para ganho de eficiência, sem grandes impactos ambientais. No Estado, algumas iniciativas com diferentes matérias-primas têm se destacado.
Uma delas é o crescimento do mercado de gás natural. Em julho, lideranças da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) reuniram-se com representantes da SCGás para discutir a mudança de contrato da distribuidora, que pode puxar os preços para baixo a partir de 2020. A nova negociação será direta com o fornecedor, sem intermédio da Petrobrás.
No encontro, os empresários colocaram em pauta o recente aumento do insumo, em cerca de 10%. Apesar da elevação de preço, o gás natural em Santa Catarina ainda é o mais barato do Brasil. Mesmo assim, Fiesc e SCGás estudam novas formas de geração e distribuição em municípios do interior, para ampliar a rede. Em Santa Catarina, a indústria representa 80% do consumo de gás natural.
Financiamento
Em julho, o programa SC+Energia (liderada pelo Governo do Estado para financiar projetos que se utilizam de fontes limpas e renováveis) completou dois anos. A maioria são centrais hidrelétricas, mas também estão cadastradas iniciativas com geração por biomassa, energia solar e eólica. Os recursos são do BRDE.
O coordenador do projeto, Gerson Berti, diz que o programa já mostra resultados. Em Laguna, o complexo eólico terá investimento de R$ 2,4 bilhões e capacidade para atender até 2,3 milhões de pessoas.
Energia solar
Com o Bônus Eficiente Linha Fotovoltaica - parceria da Celesc com a Engie -, mais de 1 mil residências deverão receber sistemas de energia solar. Estão previstas visitas a todas as regiões do Estado para a divulgação da iniciativa. O primeiro encontro foi na Capital. Entre agosto e setembro será a vez de Criciúma, Blumenau, Joinville, Chapecó e Lages.
Com informações de Rede Catarinense de Notícias (Adjori). Texto revisado pela redação.






