Queremos que uma região tenha infraestrutura similar à outra, pra poder ter competitividade
Em entrevista a Agência Adjori de Jornalismo, o presidente da SCGás, Cósme Polêse, falou sobre as perspectivas da empresa para 2015, especialmente no que diz respeito à expansão da distribuição. Polêse é formado em Economia, Ciências Contábeis e Administração e tem especialização em Economia, ocupou o cargo de diretor de planejamento da Companhia de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (Codesc) e atuou no Sapiens Park S.A., na Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), no Ministério do Meio Ambiente e no BESC.

Agência Adjori de Jornalismo – Quais os planos de novas usinas de biocombustível para 2015?
Cósme Polêse – Santa Catarina tem um grande potencial de geração de biogás, por meio de excrementos de suínos, frigoríficos e tantas outras fontes de suprimentos que poderão ser trabalhadas e que acreditamos que no futuro virem rotina. Para o meio ambiente isso é ótimo. Continuaremos trabalhando nessa produção como uma alternativa para o suprimento da companhia, em regiões onde nós não temos, inclusive, gasodutos.
Adjori – Em Tubarão, o Farol Shopping aderiu ao gás natural. Há mais projetos destes previstos?
Cósme – Algumas empresas têm nos procurado para fazer consultas para o fornecimento de gás, mas nós temos tido um pouco de dificuldade para assegurar um volume muito grande. Da forma como estamos administrando, todas as empresas estão sendo atendidas.
Adjori – Há chances de uma expansão para o Planalto Norte de Santa Catarina?
Cósme – O gasoduto Brasil-Bolívia vem da Bolívia, entra no Paraná, e do Paraná segue pela Costa catarinense. Isso nos obriga, para podermos atender o Planalto Norte, a fazer um gasoduto na região. Até agora conseguimos chegar a Rio Negrinho e São Bento do Sul, não avançamos mais porque precisamos de um gasoduto de Araucária até Mafra.
Adjori – O que esperar da expansão de rede para o ano que vem?
Cósme – Atualmente estamos fazendo o projeto Serra Catarinense, ano que vem já estaremos com um gasoduto sendo operado em Rio do Sul, que termina em Lages, onde estamos com um projeto-piloto. Voltando a Lages, lá poderemos fazer uma oferta completa de gás, tanto para veículos quanto para empresas e até transporte público. Acreditamos que a partir do ano que vem isso já comece a funcionar. No Oeste nós precisamos ainda de um gasoduto de transporte, existe um projeto que o governo está desenhando e eu espero que ano que vem se concretize (o chamado Programa de Modernização da Administração Tributária e da Gestão dos Setores Sociais Básicos), aí nós poderemos ter mais pontos de oferta. Precisamos democratizar o gás para que todas as regiões possam competir economicamente entre si e promover o desenvolvimento de forma equânime. Queremos que uma região tenha a infraestrutura adequada e similar à outra para poder ter competitividade e promover o desenvolvimento.
Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.





