“Quem ganha são as comunidades”
Em entrevista à Rede Catarinense de Notícias (RCN), o presidente do Sicoob SC/RS, Rui Schneider da Silva, fala sobre o desempenho da cooperativa de crédito e avalia como positivo o projeto de lei que autoriza as cooperativas de crédito a captarem recursos de prefeituras.

Rede Catarinense de Notí cias (RCN) - O ano passado foi difícil economicamente. O senhor poderia fazer um apanha do geral sobre o ano que está se encerrando, uma avaliação a partir da visão cooperativista? As metas foram cumpridas? Projetos pl caram pendentes?
Rui Schneider da Silva – Ainda não fechamos todos os dados de 2017, mas apesar da crise e dos problemas políticos que influenciaram a econo mia neste ano, as cooperativas de crédito prosseguiram num bom ritmo de crescimento. Resultado da credibilidade, do trabalho, da agilidade e da qua lidade no atendimento. Cada vez mais, as pessoas físicas e ju rídicas descobrem as vantagens de se associar a uma cooperati va de crédito, onde os resulta dos retornam para os coopera dos. Enquanto grandes bancos fecharam agências, o Sicoob SC/RS expandiu-as em 7,2%, chegando a 432 pontos de aten dimento. Além disso, o Sicoob possui tecnologia de ponta, com mais de 140 aplicativos que permitem ao cooperado movimentar e fazer negócios onde quer que esteja, sem pre cisar ir até uma agência.
RCN - Ainda sobre o fecha mento deste ano, o que temos em questão de números atualizados? Associados, operações, volume de movimentação pl nanceira, rede de atendimen to, enfi m, os números de des taque da organização.
Rui - O número de cooperados do Sicoob SC/RS já chegou a 800 mil e vamos caminhar rapidamente para atingir 1 milhão. As operações de crédito foram de R$ 5,6 bilhões (crescimento de 10%); os depósitos totais foram de R$ 8,5 bilhões (21%); patrimônio líquido de R$ 1,9 bilhão (18%) e ativos totais de R$ 12,1 bilhões, crescimento de 19% sobre o ano anterior. Em todo o Brasil, temos 2.661 pontos de atendimento (crescimento de 5,4%); 3,8 milhões de cooperados (10,7%); operações de crédito de R$ 40,7 bilhões (8,4%); depósitos totais de R$ 56,5 bilhões (21,6%); patrimônio líquido de R$ 17,9 bilhões (13,9%) e ativos totais de R$ 89,4 bilhões (crescimento de 20,7%).
RCN - Recentemente foi aprovado no Senado o projeto de lei que autoriza as cooperativas de crédito a captarem recursos de prefeituras, de seus órgãos ou entidades e das empresas por elas controladas. Ainda que tenha que ser sancionado pela presidência da República, o que muda com a aprovação desse projeto?
Rui – A aprovação do PLC 157/2017 vai dar um impulso às instituições financeiras coo perativas. Como numa coope rativa os recursos permanecem onde são captados, quem ga nha são as comunidades, pois vão gerar mais renda, emprego e qualidade de vida à popula ção dos municípios. A concen tração bancária impõe custos mais elevados e com a opção das cooperativas as prefeituras poderão diminuir custos e obter mais recursos para o desenvolvimento do município e da região. Hoje as cooperativas de crédito estão presentes em todos os estados do país e no Distrito Federal, com mais de 5,5 mil pontos de atendimento. As cooperativas estão estruturadas e capacitadas para operar com as prefeituras e administrar recursos que abrangem a folha de pagamento dos servidores e a arrecadação de IPTU, IPVA, ISS e outros serviços pl nanceiros.
RCN - Qual o impacto para as cooperativas de crédito? Rui – As cooperativas ainda aguardam a regulamentação para saber exatamente como vai funcionar e com que recursos poderão contar e em quais condições. De qualquer forma, o ingresso de novos recursos poderá proporcionar melhores condições operacionais que vão resultar em benefícios para os associados e para as comunidades. Atualmente, nas cooperativas de crédito, em média, as taxas e juros correspondem a menos da metade daquelas praticadas por bancos e outras instituições financeiras.
RCN - As metas e projetos para 2018? Qual será o foco do Sicoob? Quais serão os principais objetivos?
Rui – Os principais objetivos para o próximo ano são os de melhorar a eficiência operacional das cooperativas, incentivar a educação, formação e informação dos cooperados, aperfeiçoar a governança sistêmica, e a formação e qualificação dos funcionários.
Com informações de Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.







