Presidente da FCDL: as lições do maior encontro varejista
Nesta entrevista, o presidente da Federação de CDLs fala dos resultados para a comitiva catarinense do 'Retail's Big Show', em Nova Iorque. Ivan Tauffer liderou dezenas de lojistas catarinenses que trouxeram "valiosas lições do maior centro de consumo do planeta".

Agência Adjori de Jornalismo - Qual é o principal ganho quando um comerciante sai daqui e participa do evento 'Retail's Big Show'?
Ivan Tauffer - É o maior encontro do varejo mundial, com 35 mil participantes, na cidade mais globalizada e maior centro de consumo do planeta. Basta ser um observador atento e circular pelo comércio de rua, shoppings e outlets que já se aprende muito. E entre os palestrantes temos os dirigentes das principais corporações internacionais e especialistas em marketing, gestão, tecnologia, empresas de pequeno porte, responsabilidade social e política mundial. O lojista volta com novas ideias, assimila a necessidade de mudar, adotar a mentalidade da evolução.
Adjori - Quais as diferenças entre ser varejista no Brasil e nos EUA?
Tauffer - Kip Tindell, presidente da NRF, promotora do evento, diz que “não existe um setor mais empolgante para se trabalhar do que o varejo”. Esse é o senso comum no planeta: os comerciantes têm muito orgulho e muita garra por exercerem este ofício. Mas uma diferença fundamental é a legislação, que nos EUA é muito menos restritiva às atividades comerciais. E o lobby do setor é muito forte, o varejo obtém importantes conquistas pela força política.
Adjori - Na indústria a automação já avançou muito e seguirá assim. O varejo também substituirá a mão de obra por máquinas?
Tauffer - Não, pois o atendimento personalizado é uma das essências do sucesso do comércio. Mas o que vimos no evento é que sistemas inteligentes contribuirão para facilitar as vendas, para dar início ao processo. Consumidores pesquisarão por palavras-chaves nas mídias on-line e ajudantes digitais tornarão mais eficiente a procura dos produtos. Você escolhe um casaco e o sistema informa se é para neve, vento ou chuva, faz simulações de modelos e cores, exibe os preços, condições de pagamento.
Adjori - O que está mudando na conduta e na imagem das empresas?
Tauffer - No evento ouvimos Michele Buck, presidente da Hershey – uma das maiores fabricantes de chocolates, balas e confeitos do mundo – e em sua palestra sobressaiu a ideia de que a empresa quer mais do que vender, mas tem como missão trazer bondade ao mundo, escutar e ouvir os consumidores. Eles operam em 70 países, faturam 70 bilhões de dólares. Estão à frente de uma fundação envolvida com a educação de crianças, uma das paixões do fundador da Hershey. Isso é uma política da empresa, que a torna mais simpática e receptiva aos consumidores, confere credibilidade ao marketing. Essa é uma tendência irreversível e cada vez mais valorizada pelos consumidores.
Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.





