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Para a melhoria da produtividade, é preciso investir em Educação, diz FIESC

Ações prioritárias da Agenda para a Melhoria da Produtividade serão definidas pelo Conselho Estratégico da Federação das Indústrias, que também conheceu estudo sobre o tema, durante reunião, no final do mês de março

Para a melhoria da produtividade, é preciso investir em Educação, diz FIESC
O documento será lançado nos próximos meses pela entidade e terá diretrizes voltadas à educação, à inovação, à infraestrutura e ao planejamento Arquivo Cabeço Negro

Os integrantes do Conselho Estratégico da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) definirão cerca de 30 ações prioritárias que integrarão a Agenda para a Melhoria da Produtividade em Santa Catarina, que a entidade lançará nos próximos meses. Durante reunião no final do mês de março, em Florianópolis, o Conselho definiu que as prioridades estejam associadas a quatro diretrizes: educação, inovação, infraestrutura e meio ambiente. A identificação das ações prioritárias será feita entre 200 propostas, elencadas a partir de eventos da FIESC, como as rotas estratégicas do Programa de Desenvolvimento Industrial Catarinense (PDIC 2022), Carta da Indústria e as reuniões das câmaras setoriais e temáticas da Federação.

O presidente da entidade, Glauco José Côrte, ressaltou a importância dos investimentos em educação para a melhoria da produtividade da economia brasileira. “A primeira medida a adotar é melhorar o nível de escolaridade do nosso trabalhador. Quando comparamos o nível de escolaridade do brasileiro, sobretudo do setor industrial, verificamos que está abaixo da média dos demais países”, afirmou. Ele observa que a adoção de novas tecnologias e o fim do bônus demográfico, que reduzirá o número de jovens entrando no mercado de trabalho, vão exigir maior e permanente qualificação do trabalhador.

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O 1º vice-presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, destacou a importância de um planejamento que determine as prioridades de investimento. “É preciso ter um planejamento macro, que olhe sistemicamente todo o Estado”, disse. Para ele, se o investimento for pulverizado, nenhuma situação será resolvida. “Os recursos são limitados e devem ser aplicados adequadamente, com priorização”, completou.

Produtividade

Na reunião, foi apresentado o estudo sobre a produtividade brasileira, segundo o qual, o país vem perdendo sua competitividade. Conforme o levantamento, hoje a indústria nacional tem uma produtividade média de 31% em relação à norte-americana. Um trabalhador brasileiro hoje tem a produtividade de 40% da de um coreano, enquanto que em 1960 eram necessários dois coreanos para produzir o mesmo de um brasileiro. Há uma necessidade de ampliar a produtividade do país, já que a estrutura demográfica está se alterando - a estimativa é de que o Brasil tenha dois idosos para cada criança, em 2050.

Comportamento

O consultor da Gallup Brian Heap ministrou palestra sobre os impactos da economia comportamental, do bem-estar e do engajamento nas corporações. Segundo ele, as empresas precisam atrair e reter as pessoas que fazem a diferença em inovação, empreendedorismo e novos negócios. Ele traçou um paralelo com o que ocorreu com a economia nas últimas três décadas. Segundo ele, em 1990 havia uma perspectiva de que 25 anos depois as economias japonesa e alemã se equiparassem ou até mesmo superassem a dos Estados Unidos, na ordem de US$ 3 trilhões e US$ 4 trilhões. Mas o PIB americano disparou nesse período, chegando a US$ 16,8 trilhões. Essa diferença foi gerada pelas pessoas que migraram ao país para aproveitar as oportunidades lá geradas.

Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.

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