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Papai Noel de olho nos gastos

Papai Noel de olho nos gastos
Sacrificar o orçamento para realizar o desejo dos filhos não é a melhor decisão que o Papai Noel deve tomar Arquivo

O final do ano chegou, o 13o já está no bolso e agora tudo é festa.

Mas cuidado para não estourar o orçamento e entrar 2014 preocupado só com as contas do cartão de crédito. Viajar de férias, promover a Ceia de Natal em família e resolver presentear todo mundo não é um bom negócio sem dar uma boa olhada no orçamento. O ano novo vem chegando e com ele as tradicionais contas como IPVA, IPTU e as despesas de volta às aulas, entre outras. E é bom se dar conta de que as aulas iniciam mais cedo em 2014 devido a realização da Copa do Mundo de Futebol.

A educadora financeira, Silvia Alambert, conta que mesmo com orçamento apertado, pais acabam cedendo à tentação de comprar “aquele” presente aos filhos, já que a promessa acaba ficando sempre para o Natal: “Se você passar de ano, no Natal lhe dou o presente que você quer”. Aí, não tem jeito. Mesmo com o orçamento apertado, promessa é dívida (ou mais uma dívida) e crianças serão sempre crianças.

“O correto mesmo é realizar um planejamento já no início do ano pre vendo gastos maiores com presentes em determinadas datas. Assim, não será preciso atrelar desempenho escolar com presente de Natal e nem ficar digladiando com parcelas do cartão de crédito até 4 ou 6 meses depois que o Papai Noel já se foi e deixou você com a conta para pagar”, ensina.

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Mas como o ano já chegou ao fim, não tem jeito. O tão aguardado presente é esperado. Os pais, contudo, explica a educadora, não devem se sacrificar se não podem. O momento do Natal, explica, deve ser aproveitado para envolver crianças nas atividades de preparação.

“Levar a criança ao supermercado para realizar uma pesquisa de preços dos itens que serão consumidos é de grande surpresa e satisfação para elas, já que normalmente não são envolvidas em nenhum tema relacionado ao mundo das finanças da família. É surpreendente e curioso o modo como trabalham alternativas quando são envolvidas neste tipo de atividade. Basta que a oportunidade seja dada e os pais estejam abertos a ouvi-los. Muita coisa nova pode acontecer. Depois desta atividade, sentar com a criança e mostrar a soma das despesas que terão, poderá ajudar os pais a abrirem um canal para conversarem com seu filho sobre pontos que poderiam ser revisados, inclusive os presentes”, destaca.

Sílvia salienta que “é preciso ser coerente e mostrar que a família está disposta a gastar X com a festa natalina, entre presentes e alimentação.” Mas como enfrentar a grande questão da existência ou não do Papai Noel?

“Se quisermos que nossos filhos sejam realizadores e realizados, deverá haver um momento na vida deles em que teremos que contar que Papai Noel não existe! Ser muito permissivo, criar ilusões em demasia e suprir os filhos com todos os desejos que eles tem - desde os mais simples até os mais complexos e caros - os inibem de sonhar e, principalmente, de crescer”, frisa.

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