Novo ministro da Fazenda deverá superar desafios estruturais em 2016
Segundo reportagem da Agência Adjori de Jornalismo, com a troca de ministros na pasta da Fazenda, efetivada com a saída de Joaquim Levy e ascensão de Nelson Barbosa, reconhecido pelo viés "pró-crescimento",ogovernoFederalacena para mudanças na política econômica. Na avaliação do presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços de Santa Catarina (Fecomércio/SC), Bruno Breithaupt, para que este novo panorama se concretize, o governo Federal precisa enfrentar os desafios estruturais do país, que necessariamente passam pela elevação da produtividade da economia brasileira.
“O novo ministro deve se apegar a um receituário conhecido, mas há muito esquecido: rever os gastos obrigatórios, simplificar e desburocratizar a carga tributária e trabalhista e criar condições para o investimento em infraestrutura e inovação, premissas para que o país enfrente de forma sustentável esse cenário recessivo e economicamente instável. Esses elementos são essenciais para que a travessia deste período não traga mais prejuízos aos brasileiros com elevação de carga tributária e suas consequências a toda a população”, diz Breithaupt.
O presidente da Federação afirma que o novo comando do Ministério da Fazendadevelevaremcontaomodelode gestão de recursos posto em prática em alguns estados, como em Santa Catarina, sem onerar o setor produtivo com o aumento da carga tributária.
Exemplo catarinense
“É fundamental que a atividade econômicasejaincentivadaenãopunida. Apostar no ajuste scal com aumento da receita por meio de impostos, em que o Estadojogaoproblemaparaapopulação, desaquecendo a economia e enxugando as empresas, é uma fórmula perigosa. Se passarmos por 2016 sem aumentar os impostos, ganharemos musculatura para interromper a crise. Somado ao desfecho político, viramos a página e vamos retomar nosso crescimento”, destacou o Secretário da Fazenda, Antônio Gavazzoni, em palestra para os Conselheiros da Fecomércio/SC, na semana passada em Florianópolis.
Com um discurso otimista, o secretário falou sobre os diferenciais de Santa Catarina e o estímulo aos setores estratégicos do Estado para minimizar os efeitos da crise. "Se hoje ainda temos a menor taxa de desemprego do país é muito por conta da coragem dos senhores. Pela terceira vez consecutiva, o Estado é destaque no cenário nacional com 4,4%, frente ao índice de 8,9% no país”, afirmou o secretário ao grupo de empresários, que representam o setor de comércio de bens, serviços e turismo, responsável por empregar 1,5 bilhão e por67%doPIBcatarinense.
Segundo Bruno Breithaupt, o DNA empreendedor e a diversificação econômica serão o motor de recuperação de SC frente aos outros Estados.
Com informações da Agência Adjori de Jornalismo. Texto revisado pela redação.





