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Nasce um bebê e uma empresa

Muitas mães não retornam para seus empregos depois da licença maternidade

Nasce um bebê e uma empresa
Arquivo Cabeço Negro

Menos da metade das funcionárias de empresas privadas retornam ao trabalho depois da licença maternidade e muitas optam por empreender para ficar mais próximas dos filhos. No V Fórum Empreendedoras, realizado em setembro do ano passado em São Paulo, uma pesquisa divulgada apontou que 75% das mulheres decidiram empreender após a maternidade. Na classe C, o percentual aumenta para 83%.

A pesquisa, organizada pela Rede Mulher Empreendedora, com patrocínio de grandes empresas, ouvindo 1.376 mulheres em todas as regiões, revelou que 68% trabalham em casa. Foi com dados como esses, somado ao nascimento de seu filho, que a empresária Dani Junco decidiu se unir a outras 4 profissionais e criar a B2Mamy, primeira aceleradora de projetos com foco em mães empreendedoras. O projeto, incubado pela empresa paulistana Yello Hello, tem como objetivo impulsionar e consolidar negócios de mulheres que vivem essa realidade.

Esta realidade, segundo a consultora especializada em redes de negócios e franquias, Lyana Bittencourt, está muito ligada à necessidade de complementar o orçamento doméstico ou também a de buscar uma situação financeira melhor para cuidar dos filhos.

Empreender não é tarefa fácil. Muitos negócios começam pequenos, em casa, e depois crescem, precisando de espaço e também de conhecimento em gestão.

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“As pesquisas que o Sebrae tem feito mostram que a mulher tem um papel cada vez mais ativo no mercado, seja como empresária ou como trabalhadora, mas não deixou de lado o seu papel na educação dos filhos e no lar. O que vemos é que elas estão conciliando a profissão com os afazeres domésticos e cada vez mais tem buscado qualificação por não aceitar o amadorismo”, explica o diretor técnico do Sebrae do Maranhão, José Morais.

Para quem quer empreender, o Sebrae oferece alguns cursos básicos e gratuitos pelo sistema de Ensino à Distância na Internet. “O fator determinante para o aumento do número de mães que empreendem é a flexibilidade para administrar o próprio tempo. Gerenciar a própria empresa permite que consigam dividir o trabalho com outras atividades da vida familiar, como a criação dos filhos. Isso não quer dizer que elas trabalham menos, mas ganham autonomia para escolher seus horários”, comentou a diretor do Sebrae no Maranhão.

Dani Junco, quando decidiu abrir a B2Mamy se baseou em uma pesquisa realizada pela consultoria Robert Half. Ela apontou que 85% das mães não retornavam ao trabalho depois da licença. Com a experiência das sócias na mentoria de empresas Startups, a B2Mamy criou uma metodologia de aceleração em uma trilha que dissemina informações essenciais para empreendedoras, preparando as mães para apresentá-los a investidores e norteando as ações estratégicas do seu negócio.

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“Quando não temos filhos, já é bem difícil a gente trabalhar com algo que não gostamos e não acreditamos. Quando nos tornamos mães, cada segundo longe dos nossos filhos tem que fazer muito sentido. Acreditamos que uma mãe pode encontrar um caminho de equilíbrio entre sucesso profissional e participação ativa na educação e criação dos filhos”, afirma Dani.

Por isso, o intuito do programa é não só orientar as mães que tem ideias de negócios, mas também trazer investimento para aqueles selecionados, de forma a impulsioná-los de forma sustentável, introduzindo essas mulheres ao mundo das startups.

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