Mercado de gás natural está na pauta de maio
Santa Catarina sediará evento para discutir o futuro do combustível no Estado e no Sul do Brasil, entre os dias 20 e 23, com especialistas de quase 30 países

Mudanças na política do setor energético devem trazer novidades para produtores e consumidores de Santa Catarina a partir de maio. Profissionais de quase 30 países estarão em Florianópolis entre os dias 20 e 23 para discutir o futuro do gás natural no Estado e no Sul do Brasil. A demanda por novas negociações entre as partes surge da menor participação da Petrobras sobre a cadeia produtiva e a possibilidade de compra direta pelas distribuidoras locais.
O encontro realizado em Santa Catarina tem como tema 'Janela 2020: O Suprimento de Gás Natural para a Região Sul do Brasil e Mato Grosso do Sul'. Isso porque em 2019 encerra-se o contrato de importação da Petrobras com a Bolívia, principal produtora do gás natural consumido no Brasil. Em fevereiro, a empresa anunciou que pode reduzir a compra em mais de 50%.
O embaixador da Bolívia no Brasil, Pablo Ezedin Alarcón Prado, confirmou a presença de autoridades bolivianas e ressaltou a importância da participação do país no evento. "Valorizamos o diálogo com nosso principal mercado consumidor e aproveitaremos a presença em Santa Catarina para estreitar outras relações comerciais com a região", destacou.
Além das mudanças contratuais, o governo do Estado, por meio da SCGÁS, investe em outras alternativas para ampliar o mercado do gás natural em Santa Catarina. Entre elas, produção de biometano a partir de dejetos da agropecuária e redes locais para transporte do combustível por meio de caminhões.
O presidente da SCGÁS, Cósme Polêse, comemorou a escolha de Florianópolis como a cidade sede do encontro. "Santa Catarina é um Estado de destaque no setor energético. Temos o terceiro principal mercado de gás natural do país e um forte viés voltado para inovação de aplicações do insumo", disse.
A palestra de abertura será ministrada pelo secretário executivo de Petróleo e Gás Natural, do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix. Ele defende que a ampliação da infraestrutura, o desenvolvimento do mercado do gás e a criação de novas alternativas, estejam integradas com o setor energético e com países vizinhos, tais como Argentina e Uruguai.
Entre os especialistas do International Gas Union (IGU) confirmados, estão profissionais de mais de 10 países. Na lista, estão potências do gás natural, como Argélia, Canadá, Dinamarca, França, Holanda, Irã, Japão, Noruega, Polônia, Portugal e Tailândia. Eles vão discutir, em especial, o uso e a entrega do gás natural para o consumidor final.
Com informações de Rede Catarinense de Notícias / Agência Adjori. Texto revisado pela redação.






