Mario Cezar de Aguiar é o novo presidente da Federação das Indústrias

O industrial Mario Cezar de Aguiar assume a presidência da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) nesta sexta-feira, 10, durante cerimônia que acontece na sede da entidade, em Florianópolis. Ele terá como 1o vice-presidente Gilberto Seleme. Aguiar sucede o empresário Glauco José Côrte, que também é vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria(CNI)eemmaio foi eleito para ocupar uma das cinco vice-presidências executivas da entidade de representação nacional do setor.
Em entrevista concedida com exclusividade à Agência Adjori/SC, o nov opresidente da Federação afirma que fará uma gestão de continuidade, pautada no planejamento estratégico da entidade. “Não haverá ruptura. O intuito é manter o reconhecimento que a sociedade tem da indústria catarinense”, diz ele. Aguiar também falou sobre a expectativa de crescimento do setor para 2018, que ficará abaixo do esperado, e das demandas que serão apresentadas aos candidatos que irão disputar o governo estadual e federal.
Glauco Côrte deixa a presidência da Fiesc tendo como grande marca a educação. Foi durante a sua gestão que duas expressivas inciativas foram lançadas: o Movimento Santa Catarina pela Educação e a Aliança Saúde Competitividade. "Movimento e aliança são palavras que exprimem o espírito construtivo e colaborativo que buscamos evocar nas pessoas e instituições responsáveis pelo desenvolvimento do Estado em toda sas nossas ações”dizele.
Confira a seguir parte da entrevista com Mario Cezar de Aguiar
RCN: Qual a avaliação do atual cenário industrial no Estado e no País?
Aguiar: A indústria, como qualquer outro setor produtivo, sofre com a indefinição política que o país passa. É um momento bastante difícil e os números comprovam isso. O número de pessoas desempregadas, por exemplo, é um reflexo de que a economia não vai bem. Logicamente que a indústria sofre esses reflexos. Após o impeachment houve uma certa retomada da economia, mas que logo foi prejudicada com a revelação das conversas gravadas entre o presidente e um dirigente da JBS. O país vinha também numa discussão importante sobre as reformas. Agora, essa redução do ritmo econômico se acentua. A economia como um todo perdeu força. Esperávamos um crescimento melhor nesse ano, mas parece que isso não vai acontecer.
RCN: Quais outros fatores podem ter contribuído para o desempenho abaixo do esperado?
Aguiar: Santa Catarina tem uma importante indústria do agronegócio, que teve um impacto negativo muito forte com a greve dos caminhoneiros. Em dez dias de paralisação o impacto negativo no setor produtivo catarinense chegou a 1,6 bilhão. E esses reflexos continuam para além da greve. Mas também tivemos nesse setor embargos de alguns países por diferentes razões, como, por exemplo, a operação carne fraca. Esse segmento, que é bastante complexo, sofreu muito devido a essas circunstâncias. Mas é importante destacar que a indústria catarinense é diversificada, nosso modelo é descentralizado.Temosum diferencial em relação ao restante do país. Isso ficou demonstrado num passado recente, quando crescemos praticamente quatro vezes mais que o crescimento brasileiro. Esse ano também devemos fechar com crescimento bem maior que o verificado no país, algo em torno de três vezes mais.
A gestão é de três anos e vai até julho de 2021, com possibilidade de reeleição.
Com informações de Agência Adjori/SC. Texto revisado pela redação.






