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Liquidações chegaram mais cedo às vitrines catarinenses

De acordo com a Fecomércio e com a FCDL de Santa Catarina, o resultado das vendas de inverno é o pior da década, amargando uma retração de 5,4% no primeiro semestre de 2015

Liquidações chegaram mais cedo às vitrines catarinenses
Temperaturas amenas e o comportamento mais cauteloso dos consumidores colaboraram para a queda nas vendas Murici Balbinot

Julho mal começou e, menos de um mês após o começo do inverno, lojas de roupas e de calçados estão liquidando os seus estoques da estação. Reflexo do comportamento de consumidores mais cautelosos, a queda nas vendas também é explicada pelas temperaturas amenas nos meses que seriam os mais frios do ano, de acordo com o economista da Fecomércio/SC Luciano Córdova.

“O inverno não tem sido tão rigoroso e isso se reflete nas vendas do setor de vestuário e de calçados. Nesse caso, liquidar é mais vantajoso para os comerciantes do que manter grandes estoques. Até porque, estas mercadorias já foram tributadas”, explica o economista.

O presidente da FCDL de Santa Catarina, Ivan Tauffer, destaca que, com a expectativa de prejuízo, acabaram antecipando as promoções e liquidações. "Diante da crise e da baixa nas vendas, o lojista tem de recorrer à criatividade. Desta forma, a solução foi antecipar as liquidações para tornar as compras mais atrativas e garantir a saída dos estoques.”

Uma pesquisa mensal do IBGE sobre o comércio, voltada para o mercado catarinense, mostra que os lojistas já amargam o pior resultado da década quando o assunto é vendas. Em abril, o decréscimo foi de 0,3%, comparado aos 12 meses anteriores. Para se ter uma ideia, em 2012 o comércio catarinense crescia 9% ao ano. Segundo dados do SPC/SC, o acumulado do primeiro semestre de 2015 foi de -5,4%. E no mês de junho o resultado foi ainda pior do que em abril: a queda nas vendas foi de 0,54%”.

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O aumento da inflação, a elevação das taxas de juros e políticas que limitam o acesso ao crédito também contribuem para que os catarinenses pensem duas vezes antes de comprar, conforme Córdova. Ele afirma que o setor de serviços também está em retração: cresce em índices menores do que os da inflação há cinco meses.

Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.

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