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Incentivo extra para as indústrias catarinenses

Em evento na Fiesc, o ministro da Indústria, Marcos Pereira, lançou programas voltados ao aumento da produtividade e das exportações

Incentivo extra para as indústrias catarinenses
Ministro quer ampliar programa para o ano que vem e atender mais de 3 mil empresas do país Murici Balbinot

Outubro começou com bons anúncios para pequenas e médias indústrias catarinenses. Em um evento realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), o ministro da Indústria, Marcos Pereira, lançou oficialmente dois programas que beneficiam empresas destes portes - um que incentiva exportações e outro que fomenta a produtividade.

O programa Brasil Mais Produtivo já atende 80 indústrias em Santa Catarina e será ampliado: até o final de 2017, atenderá 280. Por meio de consultoria realizada por técnicos do Senai, o foco deste programa é ajudar estas empresas a melhorarem o seu desempenho, eliminando custos, disperdício e ociosidade. No caso da Kinak, indústria do ramo de metalmecânica com sede em Brusque, atendida pelo programa entre os meses de junho e setembro, o resultado já é visível. No setor de movimentação de matéria-prima, por exemplo, o ganho de produtividade foi de 48% e a diminuição de tempo perdido foi de 56%. “Mas também tem ganhos que a gente não consegue mensurar. Essas melhorias impactam diretamente na vida dos funcionários que, no caso do setor de movimentação de mercadorias, vão precisar fazer menos força durante o dia”, comemorou o gerente de produção da Kimak, Valmir Cuchi. Nesta modalidade de incentivo, a empresa atendida entra com parte do investimento para custear a consultoria, mas a maior parte é paga pelo programa. Além do MDIC e SENAI, o programa tem a parceria da Apex-Brasil; Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Sebrae.

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Já o Plano Nacional da Cultura Exportadora visa inserir no cenário mundial de exportações empresas que têm de 11 a 200 funcionários. O investimento será de R$ 50 milhões em consultorias. Para o presidente da Fiesc, Glauco Côrte, a notícia é positiva, principalmente em um cenário de desaceleração das vendas para outros países. De 2014 para 2015, a queda do valor comercializado para o exterior por indústrias catarinenses foi de 15%. Em Santa Catarina, o PNCE conta com um comitê gestor que possui vários apoiadores e parceiros, entre eles a FIESC, por meio da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) e do Centro Internacional de Negócios (CIN), SEBRAE/SC, Correios, governo do Estado de Santa Catarina (Secretaria de Assuntos Internacionais – SAI e Secretaria de Desenvolvimento Sustentável – SDS), e Banco do Brasil.

“Sabemos que quando há crescimento no setor produtivo, há aumento de empregos. E o melhor programa social é o emprego”, comemorou o ministro da Indústria.

Com informações de Rede Catarinense de Notícias (Agência Adjori). Texto revisado pela redação.

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