Federação de Hotéis apoia e lista prioridades

A menos de trinta dias para o início dos Jogos Olímpicos, uma oportunidade para o país se inserir definitivamente como destino turístico no roteiro internacional, empresários do setor questionam sobre os caminhos da atividade turística após a competição. Representante de mais de 940 mil empresários das áreas de gastronomia e hotelaria, a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) elaborou um documento com as medidas que considera prioritárias para o setor no segundo semestre, e que balizará a atuação legislativa da entidade no período.
O documento, entregue ao ministro interino do Turismo, Alberto Alves, destaca a necessidade da criação de Zonas de Exportação Turísticas, projeto idealizado pela Embratur na primeira gestão de Vinicius Lemmertz, e aprovado pelo então Ministro do Turismo, Henrique Alves, e a atualização da Lei Geral do Turismo, editada em 2008. "O turismo brasileiro não se resume às competições. Temos um país essencialmente turístico e precisamos pensar no período após os jogos. É hora de começar a estimular a vinda de turistas estrangeiros para o país - e há na Câmara dos Deputados diversos debates neste sentido", afirma o presidente da FBHA, Alexandre Sampaio.
Uma delas é a regularização dos hotéis-cassinos, que movimentaria R$ 15 bilhões por ano, entre receitas, salários e impostos, e estimularia a criação de cerca de 400 mil novos postos de trabalho e renda. "Para que o turismo alcance o seu pleno potencial, precisamos enxergá-lo como uma atividade estratégica. E, para isto, precisamos transformar a Embratur em uma agência de fomento, como é a Apex. A mudança no modelo de financiamento do órgão é para que o País tenha mais visibilidade lá fora", afirma Sampaio.
Com informações da Rede Catarinense de Notícias (Adjori SC). Texto revisado pela redação.





