Fecomércio de Santa Catarina lança campanha contra a CPMF
Combate à alta carga tributária é bandeira histórica da Federação. No Estado, a CPMF poderá retirar R$ 1,3 bilhão da economia, se aprovada com a alíquota de 0,2% sobre as transações

Bandeira histórica da Fecomércio/SC, o combate à alta carga tributária ganha uma campanha estratégica em todo o Estado a partir deste mês. Com o mote "Já tá pesado demais", em alusão à possível recriação da CPMF, a Federação reforça publicamente a contrariedade à volta do tributo e qualquer aumento de imposto. Só em Santa Catarina, a CPMF poderá retirar R$ 1,3 bilhão da economia, se aprovada com a alíquota de 0,2% sobre todas as transações bancárias.
"Ressuscitar a CPMF onera o contribuinte de ponta a ponta na cadeia produtiva: afeta desde o cidadão que paga o trigo até o que compra o pão. Nosso sistema tributário é bastante burocrático e oneroso - chega a quase 40% do PIB. Por isso, o ajuste fiscal proposto pelo governo federal precisa ser pautado na redução do gasto e na revisão das funções do Estado, não em propostas de cunho arrecadatório. Com a campanha 'Já tá pesado demais' e toda a articulação política para o trabalho de convencimento e pressão junto ao poder público, a Fecomércio/SC cumpre com a missão de defender o empresário do comércio de bens, serviços e turismo, além de contribuirmos para a construção de uma sociedade menos burocrática, com mais eficiência e produtividade", afirma Bruno Breithaupt, presidente da Fecomércio/SC.
A campanha é protagonizada pelo próprio cidadão brasileiro envolto por uma "bolha tributária" e visivelmente cansado de carregar este fardo. A população também pode participar no site da campanha (http://canaldearticulacao.com.br/campanhas). Ao assinar a campanha, o e-mail é encaminhado à bancada catarinense, ao governador do Estado e à presidente Dilma Rousseff.
O efeito da CPMF é especialmente prejudicial ao comércio e aos serviços. Por ser regressiva, afeta de forma generalizada os preços para o consumidor final. Também incorpora-se aos custos de produção e assim não pode ser desonerada. Por fim, representa uma dupla tributação, já que o recolhimento de qualquer outro tributo embute a sua cobrança.
Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.





