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Faesc e CNA demonstram preocupação com novo formato do Seguro Rural

Entidades criticaram a decisão do governo de alterar as regras do Programa para o triênio 2016/2018

Faesc e CNA demonstram preocupação com novo formato do Seguro Rural
Foto divulgação / Senar

A Federação da Agricultura e Pecuária do EstadodeSantaCatarina(Faesc) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) criticaram a decisão do governo de alterar as regras do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural para o triênio 2016/2018. Com a mudança, foram alterados os percentuais de subvenção por tipo de cultivo e oferecido subvenção a produtos de baixo nível de cobertura.

O presidente da Faesc e vice-presidente de secretaria da CNA, José Zeferino Pedrozo, disse que a redução dos percentuais de subvenção ao prêmio do seguro rural implicam elevação expressiva dos custos de produção. Na avaliação do Pedrozo, os recursos previstos pelo governo para o seguro rural são claramente insucientes para atender às demandas dos produtores e podem ameaçar as metas e prioridades da agropecuária brasileira no decorrer dos próximos anos.

O dirigente explica que a CNA e a Faesc reivindicam ao governo a mudança dos limites xados, seja tentando alterar o que está previsto no Orçamento da União de 2016 ou por meio da realocação de verbas de outras áreas que possam reforçar a subvenção do seguro rural. Os recursos nanceiros para o segmento deveriam ser de até R$ 1,2 bilhão para o decorrer do próximo ano, representando mais do que o dobro do xado pelo governo federal. A verba prevista até agora para as operações do seguro rural é de R$ 400 milhões.

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Para Pedrozo, essa é uma notícia ruim depois de um ano difícil como 2015, cujo PIB deve apresentar queda expressiva de 3,5% em razão das incertezas políticasqueacabaramprovocando falta de conança do setor empresarial e suspensão de investimentos.

Nota Técnica

Uma nota técnica divulgada pela Comissão Nacional de Política Agrícola, da CNA, destaca que as mudanças nas normas do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), para o triênio 2016/ 2018, são prejudiciais aos produtores. O texto mostra queasalteraçõesimpactam negativamente o mercado de seguros agrícolas, pois “impedirão que muitos produtores rurais de trigo, milho segunda safra, feijão e frutas tenham acesso ao seguro agrícola”. Para essas culturas, a taxa do seguro é bastante elevada, e, com a redução da subvenção, a contratação das apólices se tornará praticamente inviável, destaca o documento.

A Resolução 42, do Conselho Gestor Interministerial do Seguro Rural, dene percentuais inferiores de subvenção ao prêmio de seguro rural por atividade e cultura em comparação aos níveis praticados no PSR desde 2005. A subvenção, que até este ano variava entre 40% e 70% do valor do prêmio, será reduzida, a partir de 2016, para um intervalo entre 30% e 45%.

Com informações da Faesc e CNA. Texto revisado pela redação.

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