Estudo da CNI mostra os estados mais afetados com eventual redução da jornada de trabalho. SC está entre os ma
Projeção aponta que o fim da escala 6x1 pode aumentar em mais de R$ 267 bilhões ao ano os custos com empregados formais.

Projeção aponta que o fim da escala 6x1 pode aumentar em mais de R$ 267 bilhões ao ano os custos com empregados formais.
A proposta de reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas teria impacto expressivo e desigual sobre a economia brasileira, segundo projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O efeito varia conforme a estrutura produtiva de cada estado, o peso do emprego formal e a proporção de trabalhadores com jornadas próximas de 44 horas semanais.
Entre os estados, São Paulo (SP) aparece como o mais afetado em termos de investimentos, com aumento estimado de R$ 95,83 bilhões nos custos e 15,99 milhões de vínculos formais considerados na simulação.
Na sequência estão:
Minas Gerais (MG): R$ 25,55 bilhões | 6,09 milhões de vínculos formais Paraná (PR): R$ 19,58 bilhões | 3,72 milhões de vínculos Rio de Janeiro (RJ): R$ 17,96 bilhões | 3,29 milhões de vínculos Rio Grande do Sul (RS): R$ 17,67 bilhões | 3,29 milhões de vínculos Santa Catarina (SC): R$ 17,13 bilhões | 2,86 milhões de vínculos
No recorte regional, o Sudeste concentra o maior impacto absoluto, com elevação estimada de até R$ 143,8 bilhões nos custos. Já o Sul registra o maior impacto percentual sobre a indústria, com aumento que pode chegar a 8,1%, dependendo do cenário considerado.
Considerando os impactos em toda a economia, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia, o que representa um acréscimo estimado de até 7% na folha de pagamentos das empresas.
Qualquer debate sobre a redução da jornada de trabalho no país precisa ser conduzido com cautela. O impacto não será igual em todas as regiões, porque o Brasil tem realidades produtivas diferentes, o que faz com que o aumento de custos seja ainda mais relevante em alguns lugares em relação a outros, menos intensivos de mão de obra, com reflexos negativos sobre a competitividade e a organização do trabalho”, explica o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Análise da CNI considera dois cenários distintos Para avaliar os efeitos da proposta, a CNI projetou dois cenários. No primeiro, as empresas manteriam o total de horas trabalhadas por meio de horas extras. No segundo, a recomposição ocorreria com as horas reduzidas sendo cumpridas por outros trabalhadores, preservando o volume de trabalho.
No primeiro cenário, em que a compensação se daria por meio de horas extras, as indústrias da região Sul sofreriam o maior impacto, com aumento estimado de até 8,1%. Já no Sudeste haveria o segundo maior impacto, de 7,3%, seguido do Nordeste (6,1% de aumento) e das regiões Norte e Centro-Oeste (5,5% de elevação nos custos em cada uma).



