“Este foi um ano bastante turbulento”

Em entrevista à Agência Adjori de Jornalismo, o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC) falou sobre as dificuldades e sobre as conquistas do setor em 2016, abordou o novo comportamento do consumidor e fez projeções para o varejo em 2017. Confira como foi o bate-papo:
Agência Adjori de Jornalismo – Sabemos que 2016 não foi um ano fácil. O que os lojistas puderam aprender neste período, para que 2017 seja melhor?
Ivan Roberto Tauffer – Nós tivemos um ano bastante turbulento, com altos e baixos. Mas alguns setores da economia, no varejo, foram mais tranquilos, até com números positivos. Principalmente os que atendem diretamente o consumidor: alimentação, produtos de beleza - porque hoje as pessoas estão mais vaidosas - vestuário, acessórios e calçados. Estes três últimos foram usados mais como presentes, em datas comemorativas, unindo o útil ao agradável, como presente e necessidade.
Adjori – E como foi o desempenho geral do varejo em 2016?
Tauffer – No balanço do ano, somente nas vendas no crediário no varejo de Santa Catarina, nós temos um acumulado do ano de -2,35%. Ou seja, tivemos perdas, mas não foi um resultado tão ruim, diante da turbulência econômica no país. Esta informação é do banco de dados do SPC/FCDL SC. A projeção para 2017 é de um ano muito parecido com 2016, com altos e baixos. Mas teremos uma melhora, já no segundo semestre, se o governo federal conseguir fazer umas reformas, como a do INSS. Por outro lado, o empresário já está mais confiante com a troca de governo, já voltou a investir.
Adjori – E como está a confiança do consumidor?
Tauffer – Agora, o que falta é justamente isso, o consumidor voltar a consumir normalmente. A confiança ainda está retraída.
Adjori – A FCDL tem ideia de números de fechamento de estabelecimentos em 2016?
Tauffer – Não temos um número porque há empresas que fecham que não dão baixa. Mas houve fechamentos, principalmente de micro e pequenas empresas que não deram conta das obrigações fiscais. Também há um desânimo por conta da situação política. Mas tem um lado bom: surgiram novos microempresários, como funcionários de altos escalões que foram demitidos dos seus empregos e que usaram suas reservas para abrir um negócio para a família.
Adjori – E como foi a repercussão da aprovação do Supersimples para os micro e pequenos empresários?
Tauffer – Isso foi uma conquista. Agora vai mudar o cenário de dois jeitos: o empresário que estava sufocado na tabela do imposto ganhou um respiro. Já o microempresário que estava crescendo acabava pensando duas vezes antes de ampliar a empresa, prevendo a carga tributária muito alta ao crescer. Agora, poderá investir.
Adjori – E qual o conselho que o senhor daria aos lojistas?
Tauffer – Eu diria para os lojistas olharem para dentro dos seus estabelecimentos, se profissionalizar em. Chega de achismos. O empresário precisa estar atento ao comportamento do consumidor, que está moderno e por dentro das redes sociais. Nosso papel é tentar atender ele e vender o que ele quer.
Com informações de Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.






