Empresas de ônibus de turismo e fretamento protestam na capital

Cerca de 70 ônibus de turismo e fretamento de todo o estado chegaram em comboio na manhã da quarta-feira, 11, a Florianópolis. A manifestação foi organizada pela associação da categoria (Aettusc), que protesta contra a alta carga tributária, a falta de segurança nas rodovias e o contínuo aumento dos combustíveis. O trajeto iniciou na praça de pedágio de Porto Belo, chegou à Capital pela Via Expressa e terminou no terminal Rita Maria (que simboliza a atuação do Deter). Não deixando de passar em frente a Assembleia Legislativa do Estado onde um buzinaço foi realizado.
“Representamos um setor essencial, que gera milhares de empregos e faz girar a economia. Porém, não temos qualquer contrapartida governamental para podermos atuar a contento. Empresas estão falindo ou trabalhando no vermelho. Estou falando do segmento como um todo”, indigou-se Nilton Pacheco, presidente da entidade.
Sobre a pauta de reinvindicações, Pacheco esclareceu que não há qualquer conotação política, como o protesto dos caminhoneiros iniciado no último dia 9 de novembro. “Nossa meta é abrir os olhos das autoridades e da população para o que temos sofrido nos últimos anos. Assaltos nas estradas são frequentes, os impostos que pagamos não são convertidos em melhorias nas rodovias e aumentam sem parar. Não temosmaiscomosuportar”, esclareceu, se referindo a ataques com trocas de tiros, passageiros e profissionais machucados, necessidade de uso de escolta armada e o fato de Santa Catarina ser o estado com custo operacional de rodagem mais caro do Brasil.
O slogan da manifestação se refere à importância do setor: Sem Ônibus o Turismo Para – uma forma de sensibilizar a sociedade para uma solução concreta e viável à mobilidade urbana e o turismo dentro do país, indispensável para a cadeia econômica que envolve o setor (hotéis, restaurantes, parques, zoológicos, recantos turísticos e praias).
“Além disso, indústrias, escolas e outras instituições necessitam de transporte fretado de seus colaboradores.Paraissoénecessário que as empresas sejam valorizadas sob pena de graves impactos na economia”, finalizou Pacheco.
Entre os manifestantes cava também evidente o descontentamento contra o Deter, que segundo muitos não passa de um órgão para cabide de empregos, pois já existe órgão nacional para de nir regras e scalizar.
Com informações da Aettusc (Assessoria de Comunicação). Texto revisado pela redação.






