“Economia começa a apresentar bons sinais”
Ex-diretor do Banco Central e chefe do Departamento Econômico da CNC, Carlos Thadeu de Freitas mostrou no Congresso de Sindicatos Patronais do Comércio em Santa Catarina que a economia começa a reagir e que agora “o mais importante é vencer a recessão e o desemprego”

“O governo Temer tem um dilema: enfrentar a recessão ou cortar os gastos. Neste momento, é mais importante o governo investir, fazer o dinheiro circular e cortar os gastos ao longo do tempo”, afirmou o ex-diretor do Banco Central e da Petrobrás e atual chefe do Departamento Econômico da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, na palestra que proferiu no 32º. Congresso Nacional de Sindicatos Patronais do Comércio, em Blumenau. “O próprio dólar pode recuar para o patamar de R$ 3 a R$ 3,20, mas para isso precisamos que não ocorra nenhuma catástrofe política, como por exemplo a volta do governo anterior”.
O economista apontou uma série de sinais favoráveis registrados nas últimas semanas e também reforçou que “ao contrário da grande crise dos anos 80, hoje o Brasil não está ‘quebrado’ em dólares, como naquela época. Hoje temos muitos dólares e não somos pedintes de dólares no mercado internacional”. Entre os sinais apontados por ele estão exatamente a entrada de dólares no país via investimentos, “cerca de R$ 6 bilhões no mês passado e isso acontece porque o Brasil está ‘barato’, ou seja, os preços dos investimentos nas diversas áreas estão baixos por causa da recessão. Isso atrai o investidor”. Também o fato de “a atividade econômica mundial estar fraca, especialmente nos Estados Unidos, Europa e China, faz com que lá haja sobra de dólares, que podem ser investidos aqui. Mais do que isso, as commodities [produtos não industrializados, de baixo valor agregado] começam a apresentar alguma alta, porque os preços das commodities chegaram ao chão. Quando elas estavam em alta, nos anos da bonança, o governo deveria ter aproveitado para fazer a reforma fiscal, previdenciária, trabalhista e outras, de tantas que o Brasil precisa”, avaliou Carlos Thadeu.
Outros sinais importantes, segundo ele, “é que o número de carteiras assinadas deixou de cair, o que significa alguma contenção no desemprego, e também os próprios preços começam a cair”.
Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.




