“Capacitação e reestruturação pontuarão 2018”
Em entrevista à Rede Catarinense de Notícias, o presidente da SCGÁS, Cósme Polêse, falou sobre os diferenciais de Santa Catarinense na oferta e distribuição do gás no país. O dirigente também fez um balanço do ano que passou e sobre os planos da companhia para 2018

Rede Catarinense de Notí cias - Primeiro, gostaríamos de uma avaliação de 2017, considerando que foi um ano difícil relação à economia. Ainda assim, neste cenário, para a SCGÁS foi um período positivo? As metas foram cumpridas? Ou questões importantes pl caram pendentes? Cósme Polêse -Consideran do que o nosso principal mer cado é o industrial, fica mais sensível às oscilações econômicas. Contudo, Santa Catarina foi o último Estado do país a entrar na crise e o primeiro a sair. A pujança e diversificação do nosso setor industrial permitiu que verificássemos nes se ano uma rápida resposta no consumo, atingindo os patamares de comercialização antes da crise. Distribuímos um volume de gás natural maior do que planejamos. Além disso, demos passos importantes, com a criação do segmento de cogeração e de atendimento de mercado por meio de redes isoladas. Isso permitirá que avancemos de forma mais rápida ao interior e possamos desenvolver novas aplicações para o gás natural. Foi também em 2017 que re gistramos o melhor ano de li gações de clientes industriais, atendendo a mais de 30 novos empreendimentos. O gás na tural veicular (GNV) também avançou – a grande competiti vidade frente aos combustíveis líquidos fez de 2017 o melhor em vendas, desde 2012.
RCN - SC tem a menor tarifa de gás natural do país. Como isso é possível? O que leva o Estado a ter esse diferencial?
Polêse - A competitividade das tarifas de gás natural em Santa Catarina deve-se a dois fatores. A SCGÁS não aderiu à nova política de preços da Petrobras e permanece com o contrato de suprimento assinado em 1995, um ano depois da constituição da concessionária, o que faz com que receba o gás importado da Bolívia em condições mais vantajosas que o gás nacional, que atende os demais estados da Federação. Além disso, a conta gráfica, mecanismo implantado pela Agência de Re gulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc) em 2016, vem corrigindo ao longo dos se mestres os saldos que devem ser equacionados com a concessio nária e o mercado.
RCN - Quais as projeções para 2018? Quais são as metas da companhia? O que esperar nesse novo ciclo?
Polêse - Teremos um ano de desafios em razão da recuperação da economia, das questões políticas e regulatórias. O objetivo é manter o processo de aceleração de atendimento ao mercado e de interiorização da oferta do gás natural para regiões desabastecidas. Desconcentra a oferta, hoje quase que exclusiva do litoral. Mas, do ponto de vista interno, devemos nos concentrar em preparar nossas equipes e áreas para enfrentar o novo cenário do gás natural, que passará a conviver com novos supridores, uma nova legislação eplayers. Capacitação e reestruturação pontuarão o ano de 2018 da SCGÁS.
Com informações de Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.






