As perdas para a economia catarinense
Todos os setores foram afetados pela greve dos transportadores e entidades ainda avaliam os impactos pl nanceiros

Entidades representativas de setores produtivos trabalham para projetar uma estimativa dos impactos pl nanceiros causados em Santa Catarina, após a paralisação de dez dias dos caminhoneiros. Ainda que difuso, o movimento também pôs em xeque a política de preços dos combustíveis praticada pela Petrobras.
Em alguns momentos, a paralisação chegou a ter o amplo apoio da sociedade, descontente com o cenário político caótico existente no país atualmente.
Entidades de classe também abraçaram a causa. A partir de um dado momento, porém, o risco de um colapso social tornou-se iminente e as instituições de segurança pública tiveram de agir rapidamente.
O pedido de redução no preço do diesel foi considerado legítimo. Contudo, a degradação das manifestações veio à tona em episódios como o ataque a um caminhão da cooperativa Aurora Alimentos, que chegou a ser atingido por disparos de arma de fogo. Outros seis caminhões que transportavam ração animal foram abordados por um grupo de grevistas armados, que fotografaram os motoristas e os respectivos veículos, fazendo ameaças caso não aderissem à paralisação.
Ainda que distante de uma condição ideal, os transportadores conquistaram o abatimento de R$ 0,46 no valor do diesel por 60 dias, subsidiado pelo governo federal. Uma conta de R$
13,5 bilhões que será paga, entre outras medidas, com cortes em áreas prioritárias, como saúde, educação e segurança.
PIB catarinense
De acordo com projeções do
Índice de Atividade Econômica, do Banco Central, o Produto Interno Bruto (PIB) de Santa
Catarina, em 2017, será de aproximadamente R$ 250 bilhões.
Os números ainda não foram fechados. Sem contabilizar os impostos de cada segmento, o setor agropecuário representa R$ 12,5 bilhões (6%); a indústria R$ 60,2 bilhões (28,7%); e o setor de serviços R$ 136,9 bilhões (65,3%).
Tendo como parâmetro o ritmo de produção do ano passado, a perda diária equivale a R$
684 milhões. Ou seja, em 10 dias de paralisação, as perdas totais, considerando todos os setores econômicos do Estado, devem chegar a R$ 6,8 bi.
No setor industrial, os prejuízos chegarão a R$ 1,67 bilhão, conforme dados da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).
Levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e
Turismo
(Fecomércio-SC) aponta uma perda estimada em 32,4% no faturamento. Um recuo pl nanceiro de aproximadamente R$ 350 milhões. Desse montante, os impactos foram mais signifi cativos nos setores hoteleiro (-41,7%) e atacadista (-41,4%).
O varejo catarinense, em particular, registrou redução de 55% nas vendas durante as paralisações. A informação é da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC).
Outros segmentos ainda se guem contabilizando os pre juízos.
Apoio do Executivo
O governo do Estado, que deixou de arrecadar R$ 130 milhões, disponibilizou uma equipe de técnicos da Secretaria da Fazenda para propor ações de ‘reabilitação da economia catarinense’. Aos dirigentes de entidades do setor produtivo, o governador Eduardo
Pinho Moreira conti rmou que criará grupos temáticos para debater cada área e planejar ações de recuperação.
Com informações de Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.







