Após a chuva, prejuízo chega a R$ 20 milhões
Os 15 dias de mau tempo em todas as regiões deixaram estragos em lavouras e pastagens, o que impactou também na produção de leite

Ao avaliar as perdas causadas pelas chuvas e vendavais ocorridos em Santa Catarina nos últimos dias, autoridades do setor agropecuário afirmam que o prejuízo poderia ter sido bem maior. Apesar da série de danos em estradas, galpões e residências no campo, grande parte da safra de milho e soja já estava colhida e estocada. Estimativa preliminar da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca aponta estragos de até R$ 19,3 milhões.
“O resultado não é animador”, diz o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, José Zeferino Pedrozo. Ventos acima de 100 km/h danificaram a produção de milho e feijão principalmente da safrinha, porque a planta, ainda em crescimento, não atingiu resistência necessária. O grande volume de chuvas também danificou o pasto, o que deve gerar prejuízos na cadeia do leite.
Segundo Pedrozo, ainda é difícil mensurar o tamanho dos danos na agricultura. Para ele, o momento é de buscar recursos para recuperar a infraestrutura, como rodovias e pontes. O período de chuvas, de maior volume concentrado dos últimos 20 anos, causou grandes estragos também em áreas urbanas. No campo, a situação mais crítica está no Extremo-Oeste, no Oeste e Sul do Estado. Na região de São Miguel do Oeste, as perdas na produção leiteira chegam a 10%. Em Chapecó, cerca de 50% da produção de feijão foi perdida ou perdeu qualidade. No Sul as perdas foram na horticultura, na produção de leite e de feijão.
A produção de leite está reagindo, afirma o diretor agropecuário da Aurora, Marcos Antônio Zordan. A dificuldade em acessar propriedades do interior afetou o recolhimento do produto. Segundo ele, os pecuaristas foram orientados a adotar alimentação suplementar aos animais para poupar as pastagens, mas isso aumenta o custo de produção.
O pecuarista de Campos Novos Jair Noriler afirma que o frio agrava a perda de peso do gado. Cada animal perdeu em torno de sete quilos nestes últimos dias, o que vai atrasar o abate desses animais em até duas semanas.
Com informações de Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.






