SEE JORNAISQuinta-feira, 15 de outubro de 2026Leia também: Jornal Parole
PublicidadeAnúncio de MDRODEIO

“A grande mudança foi a reforma trabalhista”

Em entrevista, o dirigente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC), Ademir Ruschel, faz um balanço de 2017 e projeta o cenário econômico para 2018. Conti ra:

“A grande mudança foi a reforma trabalhista”
DIVULGAÇÃO

Rede Catarinense de Notí cias: O ano de 2017 foi apon tado como um ano de estabi lidade para a política e para a economia. Isso se realizou?

Ademir Ruschel:O que a gen te observou: existia essa expec tativa depois de dois anos muito ruins, 2015 e 2016. No primeiro semestre, a gente ainda sentiu uma retração nas vendas. O momento econômico dificultava o crédito ao consumidor, e isso dificultava as vendas. O segundo semestre já traz um cenário um pouquinho melhor.

RCN: Então 2017 pode ser considerado um ano bom?

Ruschel: Nós podemos clas sificar 2017 como um ano de pl nal de ajuste para uma retomada positiva e nossa expectativa para 2018 é amplamente positiva.

RCN: Com estabilidade?

Ruschel: A sinalização que o Banco Central vem dando é altamente positiva porque coloca um crédito mais barato para quem precisa - sejam empresas que querem investir ou consumidores. Já existe uma estabilidade com a retomada do emprego. Até então, muitas pessoas estavam aplicando dinheiro pela alta taxa de juros que é paga. Agora, com esta redução, isto não é mais atrativo e sim, investir em bens du ráveis, investir em automóveis. É isso que nos leva a crer que tere mos um cenário positivo.

RCN: Esta queda de juros vai influenciar na inadimplência?

PublicidadeAnúncio de BIA TÊXTIL

Ruschel:Isso é natural. Quan do a taxa de juro é muito alta, e as pessoas se obrigam a obter crédito, logicamente que seu endividamento é muito maior e a consequência natural é uma inadimplência maior também. Na contramão, quando você tem uma inadimplência com uma taxa de juro menor, você tem a expectativa de que as pessoas possam mais facilmente honrar seus compromissos.

RCN: Foi aprovada na Alesc e vetada pelo governador uma lei para coibir mercadoria ile gal. Como a sanção desta lei implica o cenário catarinense?

Ruschel:Foi criada uma legis lação que o governador vetou, mas vai voltar à Assembleia para possível derrubada do veto. Esta lei vai penalizar empresas que forem flagradas receptando mercadoria roubada com a perda da inscrição, ou seja, se está ilegal, vai fechar as portas. É uma legis lação dura, mas necessária. Esse crime só existe porque alguém está recebendo esta mercadoria.

RCN: Existe outro cenário legislativo que vai alterar o ce nário para 2018?

Ruschel: A grande mudança do cenário foi a reforma traba lhista, que dá uma clareza maior, uma segurança em ter sua em presa, contratar pessoas legaliza das. A gente já está observando um novo cenário de otimismo entre os empresários, que agora podem adequar os seus negócios a uma legislação mais justa.

PublicidadeAnúncio de HB

RCN: A FCDL teve nova di retoria eleita neste ano. Qual é o foco para a próxima gestão?

Ruschel:Tivemos o desafio de unir para enfrentar o difícil mo mento dos últimos anos. Agora, o desafio para o próximo man dato do Ivan (Tauffer, presidente reeleito) é investir na capacitação de dirigentes, para que tenhamos cada vez mais empresas fortaleci das, melhor atendendo.

Com informações de Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.

Leia também em Santa Catarina

Receba as notícias de Apiúna e região

Um aviso quando sair matéria importante. Sai quando quiser.